Nadia Murad, de 23 anos, e Lamia Haji Bashar, de 18, são duas mulheres yazidi (uma comunidade étnico-religiosa curda) que foram escravas sexuais do Estado Islâmico durante longos meses.
As jovens conseguiram fugir, depois de várias tentativas, mas as marcas ficaram para
sempre.
No caso de Lamia, são mesmo físicas, uma vez que durante a fuga pisou uma mina que lhe provocou queimaduras no rosto e a perda do olho direito.
Nadia e Lamia acabam de receber o prémio Sakharov, entregue pelo Parlamento Europeu, que pretende desta forma homenagear pessoas ou organizações que dedicaram as suas vidas à defesa
da liberdade e dos direitos humanos.

