Carla Böhler, realizadora da telenovela ”I Love Paraisópolis”, viajou até Portugal em maio de 2016 para fugir do vírus Zika. Acabou por se render ao nosso país, onde decidiu ter a sua filha. Ao lado do marido, Guilherme Rodrigues, e da enteada, Nina, apresenta-nos a pequena Martina, numa produção que teve lugar no Hotel Cascais Miragem. Lux: Como correu o parto? C.B. – O parto foi ótimo, uma cesariana pois a bebé estava sentada. Há excelentes hospitais aqui em Portugal, fui atendida por uma equipa incrível, que, literalmente, segurou na minha mão e fez-me sorrir na “hora H” para afastar o nervosismo. Foram muito delicados. Foi um dos momentos mais lindos da minha vida. Lux: O que mudou com a chegada da bebé? C.B. – Praticamente tudo. Sinto uma completude difícil de expôr em palavras. Adoro as tarefas envolvidas e estou a desfrutar de cada novidade que surge. Foi a hora certa de me tornar mãe. Lux – Sente que o nascimento em Portugal acabou por ser uma coincidência ou obra do destino? C.B. – Não acredito em coincidências, mas tampouco em um destino já fechado. Acredito em atitudes que tomamos e que desencadeiam uma nova gama de escolhas, e assim por diante. Se estamos conectados com nós mesmos vamos fazendo acontecer conforme o nosso instinto nos aconselha. A vinda para cá foi instintiva, movida pela vontade de proteger esse ser que estava a caminho, foi uma escolha que não veio tanto do racional, foi um movimento cheio de sentimento. Acho que o nascimento em Portugal era algo que já estava escrito na história da Martina e nós fomos os elementos que tornaram isso possível. Lux – A Martina vai ter dupla nacionalidade… C.B. – Sim. Ela já teria de qualquer forma direito a nacionalidade portuguesa pois o pai é cidadão português. Lux – Como foi a escolha do nome Martina? C.B. – Foi muito difícil definir o nome. Muita responsabilidade. O nome é uma energia que se impregna em nós quando nascemos, e que carregamos connosco para sempre. Foi muito importante o voto da irmã da Martina nesse nosso momento de indecisão. Ela optou por este nome numa lista final que tínhamos. Bateu bem, todos toparam e assim o nome foi definido: em família. Lux – Como é a bebé? C.B. – Ah, o que dizer? Ela é a coisa mais linda desse mundo… A cada dia vemos algo novo, diferente, uma luz, um olhar. Acho-a deslumbrante. Lux – Como está a ser a experiência de ser mãe de uma menina? C.B. – Sempre sonhei em ter uma menina. Para mim está é um sonho realizado. Lux – Aos poucos, a Carla está a recuperar a boa forma? C.B – Demora um pouco para o corpo voltar ao que era, mas não estou aflita com isso. O meu corpo ainda está voltado para a bebé, estou a amamentar, é uma entrega muito grande. Aos poucos, e com a ajuda da prática de yoga, vai tudo voltar ao normal novamente. Lux – E novos projetos profissionais? C.B. – Vou voltar à TV Globo assim que acabar a licença-maternidade. Também estarei a finalizar a curta-metragem “Atira-te ao Rio”, que rodámos em Lisboa em 2016, e que agora busca patrocínio para a sua finalização técnica () e vou terminar de escrever um livro em parceria com James McSill sobre o efeito das telenovelas a nível internacional.

