O Coro da Fundação Príncipe das Astúrias, projeto apoiado pela família real espanhola que atua pela primeira vez em Portugal, vai interpretar no sábado, nos Dias das Música em Belém, obras de compositores espanhóis e portugueses.
Este ano com o tema “As Paixões da Alma”, os Dias da Música em Belém, que decorrem entre sexta-feira e domingo no Centro Cultural de Belém (CCB), vão apresentar 72 concertos.
Na vasta programação prevista destaca-se o Coro da Fundação Príncipe de Astúrias, com 80 elementos, que actuará pela primeira no país, no sábado, às 12:00 e às 22:00, no Grande Auditório do CCB, em concertos dirigidos pelo maestro José Esteban García Miranda.
Do programa do primeiro concerto, marcado para as 12:00, no Grande Auditório do CCB, fazem parte obras corais de Brahms, Bruckner e Schubert.
No concerto previsto para as 22:00 no mesmo auditório, o programa é composto por obras corais dos compositores portugueses Fernando Lopes Graça (1906-1994), “Acordai”, com texto de José Gomes Ferreira, e de Eurico Carrapatoso (1962), os andamentos “Tuendi Oko Komunda” e “Vangelo” (espirituais M’bundo, Angola) da obra “O que me diz o vento tropical”.
O programa inclui ainda obras dos compositores espanhóis Vicente Goicoechea, com “Christus Factus Est”, de Albert Alcaraz, “Ecce Quomodo Moritur Justus”, de Pau Casals, “O Vos Omnes”, de Rodolfo Halftatter, “Três Epitáfios” (para a sepultura de Don Quijote, de Dulcinea e de Sancho Pança), de Dante Andreo, o “Cantos de la Tierra” (com texto de Federico García Lorca) e ainda de Benito Lauret, “En toda la quintana”, interpretado pelo tenor José Manuel Rodríguez, e “Vite, vite”.
Fonte da Fundação Príncipe das Astúrias, contactada pela agência Lusa, destacou a presença do coro espanhol “num festival em que participam artistas de diferentes países com um prestígio inquestionável”.
Sobre a escolha dos programas para os concertos no dia 24 de abril, a mesma fonte precisou que a organização dos Dias da Música tinha solicitado obras sinfónico-corais e obras “a capella” do repertório do coro.
Finalmente, o departamento de música da Fundação decidiu que a atuação do Coro Príncipe das Astúrias “seria sem acompanhamento, com um dos concertos dedicado a repertório mais internacional [Bruckner, Brahms e Schubert] e outro dedicado integralmente à música espanhola, incluindo a música asturiana, mas introduzimos três obras de compositores portugueses”.
O Coro da Fundação Príncipe das Astúrias, criado em 1983 – é dirigido pelo maestro José Esteban Miranda e tem como diretores honoríficos Jesús López Cobos e Krzysztof Penderecki – recebeu uma distinção do Parlamento Europeu em 2007.
Tem vindo a realizar digressões sobretudo pela Europa e Estados Unidos, com concertos nas últimas décadas em Moscovo, Roma, Londres, Washington, Nova Iorque, e também em várias cidades do Brasil.


