Uma descoberta de um crânio com 2 milhões de anos na África do Sul lança mais luz sobre a evolução humana. O crânio, encontrado por pesquisadores da Universidade La Trobe de Melbourne no sítio arqueológico Drimolen, no norte de Joanesburgo, é de um “Paranthropus robustus macho”, uma “espécie prima” do Homo erectus — que se crê ser ancestral direto dos seres humanos modernos. As duas espécies viveram na mesma época, mas o Paranthropus robustus desapareceu mais cedo. “A maior parte do registo fóssil é apenas um único dente aqui e ali, então ter algo assim é muito raro, muita sorte”, disse a pesquisadora Angeline Leece à BBC. A descoberta do crânio seria um raro exemplo de “microevolução” dentro da linhagem humana, disse Martin. Paranthropus robustus tinha dentes grandes e cérebros pequenos, diferindo do Homo erectus, que tinha cérebros grandes e dentes pequenos. Acredita-se que a dieta do primeiro envolveu comer principalmente plantas duras, como tubérculos e casca e que as mudanças climáticas possam ter reduzido a quantidade de alimentos disponíveis e determinado a sua extinção. O crânio foi descoberto a poucos metros de um local onde um crânio de criança Homo erectus foi descoberto em 2015. “Embora sejamos a linhagem que venceu no final, há dois milhões de anos o registo fóssil sugere que Paranthropus robustus era muito mais comum do que o Homo erectus”, acrescenta a a pesquisadora.

