Na sociedade de hoje, quando se fala de estética/beleza está patente na nossa cabeça o corpo no seu todo e, provavelmente, as alterações que gostaríamos de efectuar para encontrar uma harmonia na estética corporal.
A sensação de beleza está associada a um sorriso estético – dentes bem alinhados, com as formas bem definidas, brancos (se possível) e com uma gengiva rosa saudável. Actualmente, a estética na medicina dentária procura obter um sorriso harmonioso e agradável para quem o procura; acessível a todos com os meios técnicos e profissionais de saúde oral existentes. Dentes bonitos fazem toda a diferença.
O que significa para si sorrir? Já pensou nisso? Existe uma relação directa entre o seu bem-estar físico e emocional e o seu sorriso, a sua saúde oral; a ausência de dentes, dentes manchados e dentes desalinhados podem levar a sentimentos de desvalorização, incapacidade e diminuição da auto-estima.
Uma das especialidades na medicina dentária que auxilia nas questões estéticas é a ortodontia, que tem por objectivo diagnosticar, interceptar e corrigir desarmonias dento-faciais (por ex. dentes tortos) com o auxílio de aparelhos ortodônticos; aparelhos estes que podem ser usados por crianças e, cada vez mais, por adultos.
Não existe idade mínima para consultar um ortodontista, mas o aconselhável será antes de existir algum problema dentário, sobretudo enquanto criança, mas também em adultos, para se efectuar uma avaliação geral da boca; é de salientar que, além da estética, a função principal do tratamento ortodôntico é restabelecer a oclusão dentária (correcta engrenagem entre os dentes superiores e inferiores), importante para a correcta mastigação, originando uma adequada nutrição e saúde bucal, evitando-se problemas de respiração, de fala, de deglutição, entre outros.
Os aparelhos são divididos em dois grupos: o fixo e o removível. Os aparelhos fixos são unidos aos dentes através de uma substância adesiva ou cimento; são compostos por brackets (metálicos, plásticos ou cerâmicos – mais estéticos), tubos e anéis, que suportam o arco metálico responsável pela movimentação dentária. Permitem maior movimentação dos dentes e não dependem da colaboração do paciente.
Já os aparelhos removíveis são adaptados à boca, usados sobretudo por crianças, podendo ser retirados pelo paciente ou pelo ortodontista. Os aparelhos podem ser ortodônticos, os quais realizam pequenas movimentações dentárias, ou ortopédicos, utilizados nas correcções esqueléticas (ósseas).
Os adultos podem submeter-se aos tratamentos ortodônticos, não existindo idade máxima para a realização de tratamento ortodôntico, embora no paciente adulto alguns cuidados especiais devam ser tomados, principalmente em relação aos tecidos de suporte dos dentes, que podem chegar a contra-indicar o tratamento. Este pode ser mais lento e limitado, devido à falta de crescimento, problemas periodontais e outras situações a avaliar.
É difícil de prever o tempo de um tratamento ortodôntico, pois este depende de vários factores, como respostas biológicas individuais, tipo de má oclusão, tipo de aparelho utilizado e a colaboração do paciente. Um tempo médio é de 24 a 30 meses de tratamento activo (adultos e crianças).
Existem cuidados de higiene oral específicos para quem usa aparelho ortodôntico, nomeadamente fixos dentários específicos, escovas interdentárias e outros; cuidados que o seu ortodontista explica detalhadamente.
Não se esqueça de que os dentes tortos ou mal posicionados prejudicam a sua imagem. O tratamento ortodôntico torna a boca mais saudável, proporciona uma aparência mais agradável e dentes com possibilidade de durar a vida toda.
João Azevedo


