Humilhação-mor no Camp Nou. Não foi manita, andou lá perto. Cristiano Ronaldo vestiu a pele de provocador-mor, autor de uma exibição portentosa e dois golos. O avançado do Real Madrid tem uma predileção sádica por marcar ao Barça: leva nove golos nos últimos nove Clássicos. O português mandou como quis no Super Clássico.
Onde começa a incompetência do Barça, onde acaba a inspiração do Real Madrid? A linha é ténue, desafia opiniões, dogmas, e abre espaço à discussão. Uma coisa é certa: a melhor equipa da história do futebol não pode ser esta que se passeou esta noite em trajes blaugrana, a reclamar a identidade do prodigioso Barcelona de Pep Guardiola. O BI é o mesmo, a alma não.
Claro que o Barcelona mantém as traves mestras do seu futebol. Posse de bola, passe curto, movimentação. A diferença é que este tiki taka dos últimos meses é mais lento, mais previsível e feito em zonas inofensivas do relvado. Basta olhar para a noite tranquila de Diego Lopez e perceber isto mesmo.

