Quando a vontade de Carlos Fuentes se cumprir e as suas cinzas forem depositadas em Paris, o escritor mexicano juntar-se-á a outros nomes da literatura latino-americana, como Borges, Astúrias e Cortázar que «descansam para sempre» em solo estrangeiro.
Carlos Fuentes, que faleceu na passada terça-feira aos 83 anos na Cidade do México, deixou tudo organizado para que os seus restos mortais fossem cremados e as cinzas depositadas no cemitério parisiense de Montparnasse, no mesmo túmulo onde estão dois dos seus três filhos e onde está gravado o seu nome e da mulher, Silvia Lemus.
A lista de escritores latino-americanos que, por vontade própria ou por razões políticas, estão enterrados fora do seu país é longa e Paris parece ser a cidade preferida dos escritores até na morte.
O nome do autor de «Aura», um dos principais expoentes do
boom da literatura latino-americana, irá juntar-se a Charles Baudelaire, de Guy de Maupassant, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Samuel Beckett, Ionesco Eugene, Julio Cortazar e Cesar Vallejo, alguns dos escritores que figuram na «lista de celebridades» que descansam naquele cemitério parisiense, inaugurado em 1824.
Inaugurado em 1804, o cemitério de Père-Lachaise, o maior em Paris, também acolhe um vasto rol de celebridades: Honoré de Balzac, Albert Camus, Oscar Wilde, Marcel Proust e o Prémio Nobel de Literatura 1967, o guatemalteco Miguel Angel Astúrias.
Entre os nomes da literatura latino-americana que estão enterrados fora do seu país, encontram-se nomes como Borges, Asturias, Cortázar, Onetti, Vallejo y Cabrera Infante.
Lusa


