Chiara Ferragni compareceu esta terça-feira, pela primeira vez, num tribunal de Milão, numa audiência à porta fechada, para a segunda sessão do julgamento do chamado “Pandorogate”. A empresária de 38 anos é acusada de fraude agravada, relacionada com a venda de um bolo tradicional de Natal (o pandoro), cuja compra deveria ter revertido para instituições de solidariedade. À saída do tribunal, recusou prestar declarações, limitando-se a dizer que atravessa “um momento difícil” e agradecendo a presença dos jornalistas. Chiara Ferragni aceitou indemnizar uma idosa que se sentiu enganada ao comprar pandoros, encerrando esse processo. Continua em tribunal a ação da associação Casa del Consumatore, que rejeitou um acordo de cinco mil euros e propôs que a influenciadora faça uma campanha contra fraudes. O veredicto final deverá sair em janeiro de 2026. O caso, que começou em 2022 com multa de mais de um milhão de euros por práticas comerciais desleais e Ferragni já pagou mais de 3,4 milhões de euros em indemnizações e fez donativos a instituições de solidariedade. Este escândalo prejudicou seriamente a imagem de Chiara Ferragni: perdeu quase dois milhões de seguidores e várias marcas, como Nespresso, Martini e Coca-Cola, cancelaram contratos publicitários. A imprensa italiana também associou o escândalo ao agravamento do casamento com o rapper Fedez, pai dos seus dois filhos, do qual se divorciou no ano passado.


