O Centro Cultural de Belém (CCB) anunciou hoje que vai passar a explorar o espaço livre de 10 mil metros quadrados do projeto original do equipamento para eventos que sejam fonte de receita para a oferta cultural.
De acordo com uma nota do gabinete de imprensa do CCB, o espaço em causa é o que faz parte do projeto original do consórcio de arquitetos Manuel Salgado e Vittorio Gregotti, edificado há mais de vinte anos.
Naquela área estava prevista a construção dos módulos quatro e cinco do projeto, que não chegou a ser concluído devido a constrangimentos financeiros.
Este espaço, segundo o gabinete de imprensa, “receberá a partir deste ano o mais variado tipo de eventos, nas mais diversas áreas” que tragam receitas para a oferta cultural do CCB.
O projeto de valorização e rentabilização deste espaço ¿prevê o estabelecimento de diversas parcerias, designadamente a presença das empresas com o estatuto Empresa Amiga do CCB”, revela a entidade.
Dentro dos 10 mil metros quadrados encontra-se uma tenda com cerca de 1.800 metros quadrados que o CCB instalou há vários anos e onde tem realizado vários eventos culturais e comerciais.
Essa área coberta “funcionará como um importante apoio aos eventos a realizar no espaço livre”, do recinto do CCB.
O gabinete de imprensa adianta ainda que a entidade “está a receber propostas de eventos e também a contactar instituições e empresas”, nomeadamente a Federação Portuguesa de Paintball “para a realização de uma iniciativa de promoção e aproximação da modalidade a novos públicos”.
Criado para acolher a Presidência Portuguesa da Comunidade Económica Europeia (CEE) em 1992, o CCB viria a abrir como centro cultural a 21 de março de 1993, data emblemática por assinalar o primeiro contacto do público.
Para assinalar a efeméride, o CCB tem vindo a realizar colóquios e conferências sobre a sua génese e atividade ao longo de duas décadas, como espaço cultural.
Além destas atividades, o presidente do conselho de administração, Vasco Graça Moura, anunciou, no início de 2013, que, ao longo do ano, seria feita uma valorização do edifício, nomeadamente com a renovação de sinalética, recuperação de estruturas e requalificação de espaços.
Essas medidas, indicou, passam pela requalificação da Cafetaria Quadrante e da esplanada Jardim das Oliveiras, dos bares e restaurantes do Centro de Reuniões, da abertura de uma loja na entrada principal do edifício e de um bar no espaço da atual bilheteira.
Também este ano, a administração pretende executar o Plano de Classificação Documental do CCB e abrir o arquivo da memória do complexo cultural a investigadores.
Mais de 9,7 milhões de pessoas assistiram a espetáculos e viram exposições no CCB nos seus 20 anos de funcionamento, segundo dados estatísticos fornecidos à agência Lusa pela instituição.
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