Carson McCullers, considerada uma das “mais notáveis” escritoras norte-americanas, nasceu há cem anos e morreu há cinquenta. Dela, restaram apenas os livros, testemunhos de “terrível solidão” e de “amor sem amor”, como foi, afinal, a sua própria vida. Faz no domingo cem anos que a escritora do “gótico sulista” nasceu no Estado da Georgia, com o nome Lula Carson Smith. Morreu de hemorragia cerebral, aos 50 anos, depois de uma vida limitada pela dor, pela doença e por crises de alcoolismo. O escritor Charles Bukowski descreve a morte da autora em poema: “Ela morreu de alcoolismo/ enrolada num cobertor/ sobre uma espreguiçadeira/ num navio/ no oceano. Todos os seus livros de solidão aterradora/ todos os seus livros/ sobre a crueldade/ do amor sem amor/ foi tudo o que restou/ dela/ quando o turista que passava/ descobriu o seu corpo/ avisou o capitão/ e ela foi rapidamente despachada/ para outra zona do navio/ enquanto tudo continuava/ tal como ela havia escrito”.

