Merece também lembrar que as «figuras públicas» beneficiam muitas vezes desse estatuto, o que acarreta, por outro lado, responsabilidades maiores quanto ao seu comportamento…público!
E que dizer da sugestão que se deixasse à criança a opção da família com quem ia viver, como se fosse comparável à escolha entre dois sabores de um gelado? (isto ignorando que se disse constantemente à criança: «Não escolhas esse, que te faz mal…»). Apenas insensatez?
A minha opinião é a de que neste caso é provável que a razão da Justiça tenha servido também a emoção da criança. Estou seguro disto? Claro que não. Tenho dúvidas? Certamente, mas tenho a certeza de que muitos dos que se assumiram como detentores da verdade, defensores incondicionais do bem-estar da criança, foram também, ainda que de forma indirecta, factores de desequilíbrio e sofrimento, de quem afirmavam ser os garantes da felicidade.
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