Segunda-feira, Janeiro 12, 2026
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Casa Pia: Defesa de Carlos Cruz diz temer «como fatal» ter de recorrer da decisão do tribunal

Um dos advogados de defesa de Carlos Cruz admite ter de recorrer da decisão que será hoje anunciada relativamente ao processo de pedofilia na Casa Pia, numa alusão à hipótese de condenação do apresentador televisivo.

«Temo como fatal que teremos de recorrer. Este tem de ser o primeiro round e é bom que assim seja», declarou Serra Lopes à entrada das Varas Tribunais de Lisboa, local onde irá decorrer a leitura do acórdão do processo relacionado com as vítimas de abusos sexuais na Casa Pia.

Em declarações aos jornalistas, o advogado disse ainda que «não é suposto o processo parar aqui», numa alusão a uma eventual condenação do apresentador de televisão, acusado por cinco crimes de abuso sexual e de um ato homossexual com um adolescente.

Serra Lopes classificou todo este processo, o mais longo da Justiça portuguesa, como «pedagógico», afirmando esperar que «se aprenda alguma coisa» com este caso.

Quanto a Carlos Cruz, recusou prestar declarações aos jornalistas quando chegou ao Campus da Justiça, remetendo uma reação á decisão do tribunal para uma conferência de imprensa hoje à tarde, num hotel de Lisboa.

Na hora que antecede o início da leitura da sentença, marcada para as 09:30, vários nomes relacionados com o processo foram-se aproximando do local, como é o caso de Catalina Pestana, ex-provedora da Casa Pia.

Questionada pelos jornalistas sobre as expetativas que tem relativamente ao fim deste processo, a antiga responsável pela instituição escusou-se a responder, dizendo não fazer «futurismo».

«Seria uma falta de respeito total para com o tribunal pôr-me aqui a dar palpites. Não é o fim do jogo mas, para mim, hoje é um dia determinante», acrescentou.

Também Cristina Fangueiro, atual presidente da direção da Casa Pia, está já no tribunal. À chegada disse apenas: “Na Casa Pia está tudo tranquilo, ontem [quinta feira] foi um dia normal, mas as aulas só começam no dia 13.”

O início da sessão, que decorre no Campus da Justiça, em Lisboa, está marcado para as 09:30. O fim da leitura da decisão não tem hora prevista, dependendo do consenso a que as partes chegarem quanto à leitura integral ou abreviada do acórdão.

Em tribunal respondem os arguidos Carlos Silvino, ex-motorista da Casa Pia, o ex-provedor da instituição Manuel Abrantes, o médico João Ferreira Diniz, o advogado Hugo Marçal, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o embaixador Jorge Ritto e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais.

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