O antigo ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho disse na sexta-feira (13), à saída do julgamento em que está acusado de violência doméstica, que todos puderam assistir a “uma longa série de patranhas de Bárbara Guimarães”, sua ex-mulher e assistente no processo.
Na altura, Carrilho foi confrontado por um jornalista de que teria sido visto, já no final da audiência e no interior do tribunal, a fotografar, com o telemóvel, Bárbara Guimarães e um amigo da apresentadora, junto à casa de banho, tendo o antigo ministro acenado com a cabeça que não.
Também o advogado Paulo Sá e Cunha, advogado de Manuel Maria Carrilho, questionado sobre o assunto, disse desconhecer a história relatada pelo amigo de Bárbara Guimarães.
Quanto ao facto de, no início da sessão desta sexta-feira do julgamento, a juíza Joana Ferrer Andrade ter dito que autorizava gravações áudio e que, por ela, também admitiria gravação de imagens, embora os advogados tivessem de se pronunciar previamente, Paulo Sá e Cunha deu a entender aos jornalistas que se oporá a uma solução desse género.
O advogado não quis antecipar o que dirá, na próxima sessão, sobre a questão, mas, em termos gerais e abstractos, adiantou que, embora os julgamentos sejam públicos, há situações que podem levar a que se peça a “exclusão da publicidade” por estar em causa a vida privada das pessoas ou o depoimento de menores.
Bárbara Guimarães tem um filho menor (Diniz) que poderá ser chamado a depor em julgamento.
Manuel Maria Carrilho começou a ser julgado a 12 de fevereiro, em Lisboa, por alegada violência doméstica contra a sua ex-mulher Bárbara Guimarães.


