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Benicio del Toro reflete sobre a nomeação ao Óscar e assume que nunca ultrapassou a morte da mãe, quando ele era criança

Vinte e cinco anos depois de ter vencido o Óscar pelo filme  “Traffic”, Benicio del Toro volta à lista das nomeações. “É incrível acordar com esta notícia, é o melhor pequeno-almoço que um ator pode ter. Ser reconhecido entre este grupo notável, incluindo o meu colega de elenco Sean [Penn], que fizeram trabalhos impressionantes, é verdadeiramente uma honra. O papel de Sensei foi um presente e colaborar com o Paul e o Leo para lhe dar vida e ao seu mundo, e contar uma história tão atual, de forma tão épica, foi pura alegria para mim como ator, ser humano e amante do cinema. Nas palavras de Sensei, ‘ondas do oceano’ para todos”, afirma, lembrando uma das expressões da sua personagem em “Batalha atrás de Batalha”, que lhe pode garantir o Óscar de Melhor Ator Secundário. O filme, que conta com mais 12 nomeações além da sua, tem marcado a temporada de prémios. O ator diz que entrou neste projeto com expectativas modestas. “O meu tempo no filme é limitado. Basicamente, entrei para levar o Leo [DiCaprio] do ponto A ao ponto D. É bizarro”, afimou em entrevista ao The Hollywood Reporter. O filme de Paul Thomas Anderson, sobre opressão militarizada, a luta e a loucura da revolução e o instinto de proteger os vulneráveis, deu-lhe um papel discreto, mas que acabou por colocar Del Toro, para sua surpresa, no centro das atenções para os prémios. “Sensei representa o ajudante, esse lado humano que temos. Inocente até que se prove o contrário. Vemos alguém a precisar de ajuda e ajudamos”, diz o ator, de 59 anos, que continua a cativar o público com as suas personagens peculiares. Benicio Monserrate Rafael del Toro Sánchez cresceu em Porto Rico e a expectativa era que se tornasse advogado, profissão do avô, do pai e da mãe. Benicio diz que era uma criança travessa e imaginativa, mas, aos 9 anos, a sua vida mudou drástica e completamente quando a mãe morreu de hepatite. ”Ainda estou a lidar com isso”, conta Del Toro. “Tive a minha mãe durante nove anos… O mais insano em perder um dos pais nessa idade é que não houve um dia sequer na minha vida em que não tenha pensado nela.” Quando lhe perguntaram do que se lembra da mãe, respondeu: “De tudo. Era rigorosa, amorosa e dedicada à educação. Acho que algumas das minhas melhores representações foram com ela.” O pai de Del Toro casou-se novamente e o ator descreve esse período como “caótico”. A perda da mãe aproximou-o do irmão, dois anos mais velho, de quem diz ter lidado com a situação de forma diferente: “O meu irmão, Gustavo, era um pouco mais calmo, lia mais do que eu. Eu não lia muito quando era jovem, era muito distraído.” Aos 13 anos, Benicio foi mandado para um internato na Pensilvânia, e descreve essa mudança como uma oportunidade. A madrinha esperava que isso o levasse à faculdade de Direito, mas acabou por representar uma rutura. A língua espanhola ficou em segundo plano, mas Porto Rico não lhe desapareceu da memória e continua a voltar à ilha uma vez por ano. Nessas alturas, sente-se próximo do passado e de quando vivia com a mãe. O ator resiste à ideia de que a identidade porto-riquenha e a identidade americana devam ser opostas. “Podemos ser as duas. Os porto-riquenhos são cidadãos americanos, mas quem vive na ilha não pode votar para as presidenciais. Não temos representação no Congresso e isso não faz sentido.” Del Toro matriculou-se na faculdade de Administração da UC San Diego, mas a meio do primeiro semestre, foi escolhido para uma produção da peça “Action”, de Sam Shepard. Ficou fascinado e mudou para o curso de Artes Cénicas: “Foi nessa altura que queimei as pontes, por assim dizer. Simplesmente disse: ‘Basta. Vou ser ator.’” Quando entrou profissionalmente no mundo da representação sentiu o peso dos estereótipos. “Os latinos recebiam papéis menores, e eu aceitava os trabalhos porque precisava de trabalhar, mas a minha atitude sempre foi a de achar que deveria poder interpretar qualquer coisa.” Benicio mora em Los Angeles, onde divide a guarda de Delilah Genoveva, de 14 anos, com Kimberly Stewart, filha do cantor Rod Stewart. Os dois mantiveram uma relação que nunca foi tornada pública, já que o ator tem um controlo rigoroso sobre a vida pessoal. Durante a gravidez de Kimberly, o representante de Del Toro esclareceu que a modelo e o ator não eram um casal. No entanto, mantêm uma amizade que os faz estar juntos em diversas ocasiões junto da filha. Em 2023, Del Toro, Kimberly e Delilah passaram uns dias em Porto Rico para assistirem juntos a um concerto de Rod Stewart. Ao longo dos anos, a imprensa vai relacionando Benicio del Toro com algumas mulheres, todas atrizes, entre elas Catherine Keener, Valeria Golino, Chiara Mastroianni ou Scarlett Johansson, apesar de o ator nunca ter assumido publicamente nenhuma destas relações.

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