Sábado, Março 7, 2026
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Beleza com propósito: mulheres que constroem a L’Oréal por dentro

No L’Oréal Groupe, a diversidade, a inclusão e o bem-estar são muito mais do que palavras — são os valores que moldam a forma como a empresa cresce e se reinventa todos os dias, num compromisso vivido por uma equipa diversa e equitativa. Num setor tradicionalmente mais feminino, mas cada vez mais transversal, existem perfis que, com percursos distintos, fazem a diferença por dentro da organização. Este compromisso é vivido por mulheres que, com percursos distintos, fazem a diferença por dentro da organização. Cidália Ferreira, responsável de educação na Divisão de Produtos Profissionais, traz consigo uma vasta experiência e um olhar estratégico que reflete a valorização do talento sénior. Carolina Flores, jovem management trainee na mesma divisão, representa a energia e a ambição dos novos talentos que a L’Oréal Portugal ajuda a formar e a lançar no mercado. Já Cláudia Afonso é o exemplo de uma história de superação e transformação, que, após enfrentar um desafio de saúde encontrou na empresa um apoio fundamental para reconstruir a sua carreira, através de uma reconversão profissional. Num mundo em que a diversidade geracional ganha cada vez mais importância — prevendo-se que metade da população europeia terá mais de 45 anos até 2035 — o Grupo L’Oréal posiciona-se como uma empresa para todas as fases da vida. Através do programa , promove-se a colaboração intergeracional e o desenvolvimento contínuo, reconhecendo que a experiência dos colaboradores séniores traz novas perspetivas estratégicas e valor sustentável. Ao mesmo tempo, a empresa cria milhares de oportunidades para jovens talentos com o programa , que ajuda a colmatar a distância entre educação e mercado de trabalho, oferecendo estágios, formações e mentorias. E porque a inclusão é parte vital do ADN da L’Oréal, a empresa investe na acessibilidade plena para pessoas com algum tipo de deficiência ou incapacidade ia visível e “invisível”, numa missão que já dura mais de 30 anos e que assegura ambientes e práticas inclusivas, incluindo a promoção do bem-estar mental e da neurodiversidade. É nesta combinação autêntica de histórias pessoais, diversidade e compromisso que se traduz a beleza com propósito que estas mulheres ajudam a construir todos os dias na L’Oréal Portugal. Vamos conhecer estas três histórias?   Cidália Ferreira Responsável de Educação – Divisão de Produtos Profissionais Como descreve o seu percurso na L’Oréal?  Desde o primeiro dia na L’Oréal, percebi um ambiente em constante efervescência que exige adaptação. Por isso, o meu percurso tem sido, sem dúvida, de muita aprendizagem, desafios superados e crescimento contínuo. Aqui, a aprendizagem é uma imersão diária. Tenho a oportunidade de aprofundar o meu conhecimento sobre a indústria da beleza em todas as suas nuances – da inovação de produtos aos hábitos de consumo, canais de distribuição e novas metodologias de formação. Esta diversidade de contextos e a oportunidade de colaborar e aprender com perfis tão distintos – desde colegas com diferentes especializações e experiências culturais até parceiros externos – tem sido uma fonte riquíssima de perspetivas e de crescimento. Nesse processo, destaco o privilégio de trabalhar tão de perto com os cabeleireiros. Esta profissão de paixão, arte e dedicação, e a compreensão das suas necessidades, desafios e visão para a beleza capilar, tem sido uma das maiores fontes de inspiração e aprendizagem na minha jornada. Se o tivesse de resumir numa só palavra, qual seria e porquê? Se eu tivesse de resumir numa só palavra, escolheria ‘Evolução’. E porquê? Porque o meu percurso aqui tem sido marcado por uma constante transformação. Não se trata apenas de progredir em termos de cargo ou responsabilidades, mas de uma evolução pessoal e profissional profunda. Esta evolução manifesta-se também na forma como me adaptei a liderar equipas diversas e a inovar constantemente, nomeadamente na maneira como abordamos a formação e o suporte aos nossos clientes, especialmente os cabeleireiros. Com a digitalização, tornou-se imperativo não só oferecer produtos inovadores, mas também capacitar os nossos clientes com o conhecimento e as ferramentas necessárias para prosperarem em novos cenários. Isso significa repensar os métodos de formação, criar conteúdos mais dinâmicos e acessíveis, e estar sempre um passo à frente nas tendências digitais que impactam o seu negócio. A L’Oréal proporciona-me as ferramentas e o ambiente para que eu possa evoluir, não só como profissional, mas também como líder e como pessoa. É uma jornada de amadurecimento e de descoberta constante do meu potencial. Como se sentiu, ao longo do seu percurso, em relação ao equilíbrio entre a vida profissional e pessoal? Essa é uma questão crucial e que, realisticamente, é um desafio constante para muitos profissionais. Ao longo do meu percurso na L’Oréal, existiram fases de maior intensidade profissional onde o desafio foi maior, mas sempre senti que a L’Oréal, como empresa, tem uma consciência e um esforço para promover esse equilíbrio. A flexibilidade, o apoio à parentalidade e o reconhecimento de que somos pessoas e com vidas além do trabalho são aspetos que valorizo bastante. Precisamos de aprender a estabelecer os nossos próprios limites, a priorizar e a comunicar as necessidades. Acredito que o equilíbrio não é estático, é dinâmico, e exige uma negociação contínua entre as nossas aspirações profissionais e as nossas necessidades pessoais. No geral, sinto que a empresa me proporciona as ferramentas e a cultura para buscar esse equilíbrio, e há sempre um diálogo aberto para encontrar as melhores soluções. O que torna uma liderança verdadeiramente inclusiva? O que a faz sentir que, mais do que profissional, é reconhecida como pessoas? Uma liderança verdadeiramente inclusiva, para mim, vai além da diversidade de representação; reside na capacidade de valorizar e amplificar a voz de cada indivíduo, independentemente da sua origem, género, idade, ou qualquer outra caraterística. É a liderança que cria um ambiente onde todos se sentem seguros para ser autênticos, para expressar as suas ideias e para contribuir com o seu potencial máximo. É reconhecer que cada pessoa traz uma perspetiva única e que a riqueza de uma equipa reside justamente na sua pluralidade. O que me faz sentir reconhecida como pessoa, e não apenas como profissional, é a forma como a liderança se importa com o meu bem-estar integral. Isso se manifesta em gestos como a preocupação com a minha saúde mental e física, o apoio em momentos difíceis da vida pessoal, o incentivo ao meu desenvolvimento contínuo não só em aspetos técnicos, mas também comportamentais, e a valorização do meu tempo fora do trabalho. É sentir que sou vista como um ser humano completo, com as minhas ambições, desafios e vulnerabilidades, e que a empresa se preocupa em criar um ambiente que me permite crescer em todas as áreas da minha vida. Existem histórias de mulheres na L’Oréal que a inspiram? Pode partilhar alguma? Sim, absolutamente! A L’Oréal é um verdadeiro berço de histórias inspiradoras de mulheres, e tenho a sorte de conviver com muitas delas no dia a dia. Uma história que me marca bastante e que considero um exemplo de coragem e visão é a da Sara Silva, nossa atual Diretora de Relações Humanas. O percurso da Sara é notável pela sua diversidade e pela sua audácia. Construiu uma carreira de grande sucesso e reconhecimento em marketing e direção de marca, atuando em diferentes mercados e acumulando uma vasta experiência. No entanto, num determinado momento, e impulsionada pela vontade de explorar novas vertentes e de aprofundar o seu impacto na organização, a Sara tomou uma decisão que considero verdadeiramente inspiradora: decidiu mudar o rumo da sua carreira para  RH, e para isso teve de ‘dar um passo ao lado’ na sua trajetória linear. Este ‘passo ao lado’ não foi um retrocesso, mas sim um movimento estratégico e de grande coragem. Demonstra a sua visão a longo prazo, a sua humildade para recomeçar e aprender numa nova área, e a sua profunda crença no potencial do desenvolvimento humano dentro da empresa. É a prova de que, para uma líder, o crescimento não é apenas vertical, mas também horizontal, e que a verdadeira liderança se constrói através da capacidade de se reinventar e de aceitar novos desafios, mesmo que isso signifique sair da zona de conforto. O que me inspira nessas histórias, e especialmente na da Sara, é a demonstração de que é possível ter sucesso profissional mantendo a autenticidade, a humanidade e, mais importante, enfrentando e superando obstáculos – ou neste caso, fazendo escolhas corajosas que redefinem o conceito de sucesso e progressão na carreira. A força, a capacidade de superação e a visão estratégica das mulheres na L’Oréal, manifestada em exemplos como o da Sara, são uma fonte constante de inspiração e um grande orgulho para mim. Como se sente por fazer parte de uma equipa e de uma empresa onde o cuidado com as pessoas e o propósito humano fazem parte dos pilares de gestão? É algo que me preenche de orgulho e que reforça o meu sentido de propósito. Fazer parte de uma equipa e de uma empresa como a L’Oréal, onde o cuidado com as pessoas e o propósito humano não são apenas ‘slogans’, mas pilares intrínsecos da gestão, é extremamente gratificante. Isso cria um ambiente de trabalho muito mais significativo. Sinto que não estou apenas a contribuir para os resultados financeiros, mas também para um impacto positivo na vida das pessoas – seja através dos produtos que ajudam na autoestima, seja através da cultura interna que promove o bem-estar e o desenvolvimento de cada colaborador. Essa preocupação com o ser humano no centro das decisões, aliada a um propósito maior, faz com que o trabalho tenha um valor diferente, mais profundo, e me motive a dar o meu melhor a cada dia. É um privilégio e uma responsabilidade que levo muito a sério. Acredita que o cuidado e a empatia na gestão de pessoas fazem a diferença na cultura da equipa e nos resultados da empresa? Acredito profundamente que o cuidado e a empatia são pilares fundamentais e intrínsecos para uma gestão de pessoas eficaz e humanizada. São elementos essenciais que impactam diretamente a cultura da equipa, fomentando um ambiente de confiança, segurança psicológica e colaboração genuína. Quando as pessoas se sentem valorizadas e compreendidas, tornam-se naturalmente mais comprometidas, proativas, mais fortes para ultrapassar adversidades e, consequentemente, mais felizes também no seu dia a dia profissional. Isso, por sua vez, reflete-se diretamente e de forma inegável nos resultados da empresa, pois uma equipa motivada, coesa e apoiada é, sem dúvida, mais produtiva e inovadora. Tem recebido esse reconhecimento ou feedback diretamente das pessoas? A L’Oréal é uma empresa que fomenta a importância do feedback e por isso tenho a sorte de, ao longo da minha carreira, ter recebido feedback constante nesse sentido. Muitas vezes, esse reconhecimento vem de forma indireta, através da atmosfera positiva que se cria na equipa, da forma como as pessoas se apoiam mutuamente, ou da abertura que sentem para partilhar desafios e encontrar soluções conjuntas. Mas sim, também já recebi feedback direto de membros da minha equipa que expressaram como se sentem apoiados e compreendidos, especialmente em momentos de maior pressão ou desafios pessoais. Isso para mim é o maior reconhecimento e a maior prova de que essa abordagem funciona e faz a diferença. Ainda sente que há muito para aprender na L’Oréal? Absolutamente! Uma das coisas que mais me fascina na L’Oréal é a sua capacidade de se reinventar à constante evolução do mercado de beleza e do mundo. Mesmo com a minha experiência, sinto que cada dia é uma oportunidade para aprender algo novo, seja sobre novas tendências, tecnologias, comportamentos do consumidor ou até mesmo novas formas de liderar e gerir equipas. A L’Oréal, como uma empresa global e inovadora, oferece um vasto leque de oportunidades de desenvolvimento, e isso é algo que valorizo imenso. Na L’Oréal em Portugal, 24% dos colaboradores têm mais de 50 anos e a nível global são 16%, acho que este é um número bastante revelador da importância dada ao crescimento e progressão do talento.  Acredito que a aprendizagem contínua não é apenas uma necessidade, mas uma paixão para quem quer crescer e manter-se relevante. O dia em que eu sentir que já aprendi tudo será o dia em que estarei estagnada, e isso não combina com a cultura dinâmica da L’Oréal nem com a minha própria visão de carreira. Carolina Flores Management Trainee – Divisão de Produtos Profissionais Como descreve o seu percurso na L’Oréal? Se o tivesse de resumir numa só palavra, qual seria e porquê? Desafiante. Porque há sempre espaço para aprender, pensar de forma diferente e crescer. Nada é repetitivo. Somos desafiados a sair da nossa zona de conforto e encontrar novas formas de fazer melhor e de contribuir para criar a beleza que faz avançar o mundo, o nosso mote. E isso, mesmo sendo exigente, faz o caminho valer a pena. Não é um percurso linear, mas é muito enriquecedor – e, diria mesmo, apaixonante. Como se sentiu, ao longo do seu percurso, em relação ao equilíbrio entre a vida profissional e pessoal? A verdade é que, com todas as tecnologias, estamos constantemente conectados – e o equilíbrio nem sempre é perfeito, é um contexto exigente e que depende também de nós estabelecer limites. Mas na LOréal existe uma preocupação real com o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Sinto que há espaço para falar sobre estes limites, que há compreensão e flexibilidade. E isso contribui bastante para manter o foco, o equilíbrio e o bem-estar no dia-a-dia. O que torna uma liderança verdadeiramente inclusiva? O que a faz sentir que, mais do que profissional, é reconhecida como pessoas? Para mim, uma liderança inclusiva começa sempre pela escuta. É ter abertura para diferentes formas de pensar, diferentes ritmos, diferentes realidades. Na L’Oréal, sinto que posso ser eu mesma – e que isso é reconhecido. E quando erramos, há espaço para aprender, sem julgamento. Isso permite criar um ambiente onde nos sentimos seguros e respeitados. Como se sente por fazer parte de uma equipa e de uma empresa onde o cuidado com as pessoas e o propósito humano fazem parte dos pilares de gestão? Sinto que isso se reflete no dia-a-dia, não é apenas uma mensagem do grupo. Há uma atenção real às pessoas – e ao impacto que temos, dentro e fora da empresa. Fazer parte de uma equipa onde esse cuidado é uma prioridade torna tudo mais leve, mais motivador e colaborativo. Sabemos que estamos a trabalhar com um propósito claro, e isso dá ainda mais sentido ao que fazemos. De que forma a experiência dos seus colegas mais seniores influencia a forma como pensa o seu futuro profissional? Aprendo todos os dias com quem já percorreu este caminho antes de mim. Não falo só de competências ou conhecimentos técnicos, mas da forma como enfrentam desafios, tomam decisões e mantêm a paixão mesmo depois de anos a construir marcas e relações dentro do grupo. Inspira-me a imaginar um futuro em que a experiência é também sinónimo de crescer e de fazer crescer outros também. Quando olha para o seu futuro, como o imagina? Para mim o mais importante é que seja autêntico e humano. Imaginar é uma palavra importante para mim porque sem dúvida nenhuma que definiu o meu primeiro ano na L’Oréal. Imagino sempre um futuro em que possa continuar a criar projetos impactantes e com propósito, que conectem as pessoas. E a L’Oréal promove esse crescimento e evolução constante, abre-nos portas para irmos mais além, criando por ano 25 mil oportunidades profissionais para pessoas abaixo dos 30 anos, quer já estejamos na L’Oréal, quer procuremos uma oportunidade de entrada. Cláudia Afonso Assistente Comercial – L’Oréal Luxo Como descreve o seu percurso na L’Oréal? Se o tivesse de resumir numa só palavra, qual seria e porquê? O meu percurso na L’Oréal pode ser descrito como dinâmico, desafiador e gratificante.  É uma jornada de constante aprendizagem, de superação e de crescimento, tanto a nível profissional quanto pessoal. A L’Oréal oferece um ambiente onde somos incentivados a ser audazes, a inovar e a ir além dos nossos limites, e a não ter receio de errar pois aprende-se muito com os erros.  Se o tivesse de resumir numa só palavra, seria TRANSFORMAÇÃO. Escolho esta palavra porque ela encapsula não só a minha reconversão profissional e a minha adaptação a uma nova realidade de saúde, mas também a constante evolução que a L’Oréal promove. A empresa permite-nos transformar desafios em oportunidades, desenvolver novas competências e reinventarmo-nos. Para mim, foi uma transformação pessoal de superação e adaptação, e uma transformação profissional, onde pude reconstruir a minha carreira com o apoio e as oportunidades que a L’Oréal me proporcionou. Como se sentiu, ao longo do seu percurso, em relação ao equilíbrio entre a vida profissional e pessoal? Ao longo do meu percurso, e especialmente após a minha reconversão, o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal tornou-se uma prioridade e um desafio constante. No entanto, sinto que a L’Oréal não só compreende esta necessidade, como ativamente a promove. Reconheço que alcançar o equilíbrio perfeito é uma busca contínua, mas a cultura da empresa e as políticas de flexibilidade (como o trabalho híbrido) têm sido cruciais. Senti que me foi dada a confiança e a autonomia para gerir o meu tempo e as minhas responsabilidades de forma a conciliar as minhas necessidades de saúde e pessoais com os objetivos profissionais. Não há uma pressão irrealista para estar sempre ‘ligada’, mas sim um foco na produtividade e no bem-estar. O que torna uma liderança verdadeiramente inclusiva? O que a faz sentir que, mais do que profissional, é reconhecida como pessoas? Para mim, uma liderança verdadeiramente inclusiva é aquela que vê e valoriza cada indivíduo na sua totalidade, com as suas forças, mas também com as suas vulnerabilidades e particularidades. É uma liderança que não tem receio de ser humana, de ouvir, de compreender e de adaptar-se às necessidades da sua equipa. É empática, flexível e corajosa o suficiente para desafiar as normas em prol do bem-estar e do desenvolvimento de todos. Liderança inclusiva significa criar um ambiente onde todos se sintam seguros para ser autênticos e para partilhar as suas perspetivas, sabendo que serão ouvidos e respeitados. O que me faz sentir que, mais do que profissionais, sou reconhecida como pessoa na L’Oréal, foi precisamente a forma como a empresa e os meus líderes lidaram com a minha ‘incapacidade invisível’ e o meu processo de reconversão. Não fui tratada como um ‘problema’ a ser resolvido, mas como uma colega a ser apoiada. Houve escuta ativa, conversas abertas e transparentes, e uma genuína preocupação com o meu bem-estar. Não me pediram para ‘ignorar’ a minha condição, mas para a integrar no meu trabalho de uma forma que me permitisse prosperar. Isso demonstra um respeito profundo pela individualidade e que cada um tem algo único a contribuir, independentemente dos desafios pessoais que possa enfrentar. Existem histórias de mulheres na L’Oréal que vos inspiram? Pode partilhar alguma? Sim, absolutamente! A L’Oréal, por ser uma empresa global e com um forte compromisso com a diversidade e inclusão, está repleta de mulheres incrivelmente inspiradoras. Embora não partilhe um nome ou uma história específica, porque temos muitas, posso dizer que me inspiro diariamente nas mulheres que lideram com empatia e visão, que abrem caminho para outras, que equilibram carreiras exigentes com a sua vida pessoal, e que demonstram uma resiliência notável perante os desafios. Inspiro-me nas colegas que, tal como eu, transformaram adversidades em oportunidades de crescimento, que se reinventaram e que continuam a lutar pelos seus sonhos e pela sua paixão. A L’Oréal promove um ambiente onde as mulheres são capacitadas a ocupar posições de liderança e a ter um impacto significativo, e essa é, por si só, uma fonte constante de inspiração e de orgulho para mim. Cada mulher que vejo a prosperar na L’Oréal, superando obstáculos e contribuindo para o sucesso da empresa, é uma história de inspiração que me motiva a ser melhor. Como se sente por fazer parte de uma equipa e de uma empresa onde o cuidado com as pessoas e o propósito humano fazem parte dos pilares de gestão? Fazer parte de uma equipa e de uma empresa como a L’Oréal, onde o cuidado com as pessoas e o propósito humano são pilares de gestão, é algo que me deixa orgulhosa. No meu caso específico, este compromisso não é apenas uma diretriz corporativa; é uma realidade vivida que me permitiu reconstruir a minha carreira e a minha vida após um momento de grande vulnerabilidade. Saber que estou num ambiente onde a empatia e o suporte são valorizados significa que posso focar-me no meu trabalho e no meu desenvolvimento, sem receio de ser julgada ou limitada pelas minhas condições pessoais. Sinto-me valorizada como um ser humano integral, e não apenas como um recurso. Esta cultura humanizada não só melhora o ambiente de trabalho e a performance, como também tem um impacto direto no meu bem-estar geral. É um privilégio contribuir para uma organização que acredita que o sucesso verdadeiro se constrói sobre o bem-estar e o respeito pelos seus colaboradores. Como descreveria a sua jornada de reconversão profissional? Que desafios teve de enfrentar e superar? Que papel atribui à cultura da L’Oréal nesse processo? A minha jornada de reconversão profissional foi, acima de tudo, um percurso de redescoberta. Em 2016, com 39 anos, fui diagnosticada com cancro de mama stage III. Seguiram-se 6 meses de quimioterapia, 2 cirurgias, radioterapia e mais ou menos 1 ano e meio de fisioterapia para recuperação da mobilidade e que até ao dia de hoje ainda tenho de recorrer para minimizar os efeitos colaterais dos tratamentos. Após um período desafiador de saúde que resultou numa ‘incapacidade invisível’, vi-me na necessidade de repensar e reconstruir a minha carreira. Não foi uma escolha, mas uma imposição da vida que, no entanto, se transformou numa oportunidade inesperada de crescimento. Os desafios foram múltiplos e complexos. Inicialmente, enfrentei a incerteza do desconhecido – como iria a minha condição impactar o meu desempenho? Conseguiria adaptar-me a novas funções ou a uma nova forma de trabalhar? Houve momentos de frustração, de dúvida sobre as minhas próprias capacidades e até de algum medo do preconceito, embora este último se tenha revelado infundado dentro da L’Oréal. O maior desafio foi, talvez, a reinvenção de mim mesma, tanto a nível profissional como pessoal, aceitando as minhas novas limitações e transformando-as em forças. Tive de aprender a comunicar as minhas necessidades, a procurar soluções criativas e a confiar no processo. Neste percurso, o papel da cultura da L’Oréal foi absolutamente fundamental e transformador. Desde o primeiro momento, senti um ambiente de profunda compreensão e apoio. A L’Oréal não me viu apenas como uma colaboradora, mas como uma pessoa completa, com as suas vulnerabilidades e potencial. A cultura de inclusão e de cuidado com as pessoas não é apenas um slogan; é vivida no dia a dia. Recebi flexibilidade, confiança e oportunidades para explorar novos caminhos, dentro da empresa, que se adequavam melhor à minha nova realidade. A liderança e a equipa foram pilares de suporte, incentivando-me a focar-me nas minhas capacidades e a desenvolver novas competências, garantindo que a minha ‘incapacidade invisível’ não fosse um obstáculo, mas sim uma caraterística a ser compreendida e gerida com empatia. De que forma o apoio que tem recebido da L’Oréal tem impactado a sua vida pessoal? O apoio que tenho recebido da L’Oréal tem tido um impacto importante na minha vida pessoal. O facto de sentir que a empresa me apoiava incondicionalmente, oferecendo a flexibilidade necessária e a segurança de que o meu trabalho era valorizado, independentemente das minhas novas circunstâncias, aliviou uma enorme carga emocional. Esta parceria permitiu-me focar na minha recuperação e adaptação, sem a preocupação de perder o meu emprego ou de não conseguir cumprir as expetativas. Este suporte traduziu-se em mais tempo e energia para cuidar da minha saúde, sempre que seja necessário e para encontrar um novo equilíbrio. Sinto-me mais tranquila, mais confiante e com uma maior qualidade de vida, sabendo que faço parte de uma organização que se importa com o bem-estar dos seus colaboradores nos momentos mais difíceis.  

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