A cerca de uma semana de encerrar a votação, o vocábulo mais votado como a «palavra do ano» 2011 é «austeridade», anunciou esta quinta-feira a Porto Editora, que promove a iniciativa há quatro anos.
«Neste momento, “austeridade” é a palavra que recolheu mais votos, mas nos últimos dias “charter”, que já está em segundo lugar, e “esperança” em quarto, têm subido rapidamente», afirmou à Lusa fonte da Porto Editora.
O terceiro ligar é ocupado pela palavra «troika».
No quinto lugar está «fado», seguindo-se por ordem descendente «voluntariado», «desemprego», «sushi», «subsídio» e «emigração».
Segundo os dados revelados, já votaram «mais de 6.000 pessoas» em www.infopedia.pt, encerrando a votação no próximo dia 31.
A escolha das dez palavras foi feita pela equipa de linguistas do Departamento de Dicionários da Porto Editora, «tendo como critérios a frequência de uso, a relevância assumida ou então simplesmente porque se relaciona com algum tema muito marcante», disse à Lusa fonte do grupo empresarial.
Justificando o vocábulo «austeridade» que atualmente lidera as preferências, fonte da Porto Editora afirmou que é «uma palavra que dita o dia a dia dos portugueses» e «a política de austeridade marcou o presente ano».
O ex-futebolista Paulo Futre é o responsável pela escolha de «charter», atualmente em segundo lugar. «Paulo Futre, concentradíssimo, fez notícia com a expressão “vai vir charters” e a palavra passou a fazer parte de todas as conversas», explicou a mesma fonte.
«Troika», a terceira classificada, «foi das mais badaladas durante todo o ano, uma vez que designa a equipa da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional que atuam no resgate a países endividados».
Em 2009 a «palavra do ano» foi «esmiuçar» e, em 2010, «vuvuzela».
A «palavra do ano» de 2011 «será conhecida na primeira quinzena do próximo ano».
Lusa


