O jornal francês Le Monde elegeu hoje o artista dissidente chinês Ai Weiwei a personalidade de 2011, num ano em que os protagonistas foram «as revoltas».
O Le Monde destacou que mais do que ser uma «estrela da arte contemporânea, como Damien Hirst, Jeff Koons ou Maurizio Cattelan», o artista chinês converteu-se no «arauto de uma nova dissidência que se expressa, sobretudo, através da Internet».
«Como os anónimos de Tunis e do Cairo, os indignados de Madrid ou Wall Street, Ai Weiwei representa, à sua maneira, lúdica e rebelde, o impulso que leva um homem sem qualidade a converter-se no sujeito da sua própria história», resumiu o jornal.
Lusa


