Tal como a Lux noticiou há algumas semanas, Renato Seabra tem a sua defesa paga. Um donativo feito por um emigrante açoriano, antes de morrer, e conseguido por intermédio de uns amigos do pai do ex-manequim. Há poucas semanas a família de Renato negou esta versão, deixando Joaquim Seabra revoltado.
«Ninguém imagina o que ele está a sofrer. E no meio de uma tragédia, há sempre quem se queira aproveitar. A mãe nunca vendeu bens nenhuns, à exceção de um carro antigo, que ainda estava em nome do pai dela. Até hoje, o Joaquim é o único que está a pagar a alguém e que fez um empréstimo de 25 mil dólares, que foram depositados no dia 31 de janeiro de 2011 na conta do advogado americano. Ele está de consciência tranquila. Adora os filhos e a neta e sempre encaminhou os assuntos todos relativos ao Renato para a mãe, Odília. Por exemplo, a determinada altura, uma senhora de Faro entrou em contacto com ele e o Joaquim deu-lhe uma morada de Nova Iorque onde ela foi entregar à Odília mil dólares», conta à Lux um familiar de Joaquim Seabra.
Apesar de ser mantido à margem do processo de defesa do filho e de ter uma relação distante com a ex-mulher, Joaquim Seabra só quer ajudar Renato e, por isso, tem optado pelo silêncio.
«No início de abril, o Renato ligou-lhe e disse-lhe a seguinte frase: `pai, tem calma. Eu quero que vocês se deem bem. Eu sei que tu és muito tolerante», revela o memo familiar.
O enfermeiro está a poupar dinheiro para ir a Nova Iorque com a atual mulher e os dois filhos deste casamento. Até lá, vai mantendo contacto com o filho através de curtos telefonemas. O último foi no dia 17 de abril, data do aniversário de Joaquim Seabra. Renato telefonou-lhe da prisão e até lhe enviou um postal. «Ele comoveu-se muito. Fartou-se de chorar a ler o postal», diz a mesma fonte.


