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Ana Moura responde às críticas de “ódio gratuito” que recebe sobre o que decide, canta e veste

Numa verdadeira noite de glória, na qual saiu vencedora em três categorias dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa, Ana Moura aproveitou a ida ao palco não só para agradecer, mas também para deixar uma declaração sentida. “Ser distinguida nesta categoria deixa-me extremamente feliz e emocionada”, começou por dizer, ao receber o prémio de Melhor Artista Feminina. “As minhas lutas, nos últimos anos, têm sido grandes, e não resisto a falar de uma luta em particular. Ainda hoje de manhã acordei, estava um sol lindo, a minha filhota querida a sorrir para mim e, de repente, abro o Instagram e recebo um ódio gratuito”, continuou. “Antes de mais, queria demonstrar a todas as pessoas que sofrem de ódio gratuito a minha solidariedade, porque não é fácil. Às pessoas que dizem que uma fadista não pode estar a tomar as decisões que eu tenho tomado ultimamente, que não se pode vestir como me visto, que não pode cantar aquilo que eu tenho cantado, queria deixar uma mensagem: eu nasci fadista, portanto eu sou parte do fado. Ter respeito pelo fado é ter respeito por mim, e ter respeito por mim é ser livre, ser uma mulher livre”, declarou. A cantora foi ainda distinguida com o prémio de Melhor Álbum, “Casa Guilhermina”, e com o Prémio da Crítica.

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