A delegação portuguesa da Assistência Médica Internacional (AMI) a atuar nas Filipinas, atingidas pelo tufão Haiyan no dia 8, vai ser reforçada com mais 4 profissionais que partirão na quarta-feira (20), anunciou a organização humanitária.
Atualmente, a AMI tem no terreno 2 elementos, a que se juntarão nos próximos dias quatro profissionais das áreas da saúde, logística e projetos humanitários, segundo um comunicado hoje divulgado.
A AMI pretende ainda contratar no local outros profissionais, nomeadamente um médico, motoristas e um responsável pela logística e intérprete, prevendo que a equipa chegue a um total de dez elementos.
A missão da AMI, com um orçamento global estimado em cerca de 40 mil euros para um mês, deverá ficar baseada em Tacloban e «tem como principais objetivos a segurança alimentar e assistência médica à população da ilha de Leyte, participando no esforço coletivo de restabelecer a normalidade da vida das pessoas afetadas pela passagem do tufão Haiyan», refere o comunicado.
A operação de emergência conta com o co-financiamento do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua.
As agências humanitárias das Nações Unidas estimaram hoje que cerca de 13 milhões de pessoas foram afetadas nas Filipinas pelo tufão Haiyan.
As entidades indicaram ainda que o desastre natural fez quatro milhões de deslocados, dos quais apenas 10% foram acolhidos em centros de evacuação, além de ter provocado danos graves em perto de 1,1 milhões de habitações, das quais cerca de metade estão totalmente destruídas.
Lusa


