A americana Amanda Knox e o ex-namorado Raffaele Sollecito, condenados pelo assassinato da estudante britânica, Meredith Kercher, voltaram esta segunda-feira a tribunal depois de recorrerem da condenação.
Knox, de 23 anos, e Sollecito, 26, já foram condenados a 26 e 25 anos de prisão pela morte da britânica Meredith Kercher.
Segundo a BBC Brasil durante a audiência em Perugia, o terceiro condenado pelo crime, o traficante de drogas Rudy Guede, voltou a acusar os dois pelo crime.
Durante o depoimento, Guede afirmou que a estudante inglesa «foi morta por Raffaele Sollecito e Amanda Knox».
Guede adiantou também que sempre acreditou que Sollecito e Knox eram os responsáveis pelo crime.
«Eu disse sempre a verdade sobre as pessoas que se encontravam naquela casa na noite do crime» disse Guede ao tribunal.
No entanto algumas notícias adiantaram que Guede confidenciou a um companheiro de cela de que tanto Knox como Sollecito eram inocentes.
Segundo Alessi, Guede contou que ele e um amigo foram à casa de Kercher e Knox com o objetivo de manter relações sexuais com a britânica. E, quando ela se recusou, eles ficaram violentos e a mataram.
Os três condenados negam sempre o crime. As duas jovens eram estudantes e faziam intercâmbio em Perugia na época do crime. Dividiam a mesma casa, onde o corpo de Kercher foi encontrado no dia 2 de novembro de 2007, com a garganta cortada e parcialmente vestida.
Knox e Sollecito dizem que estavam juntos na casa dele na hora do crime.
Entretanto, a polícia italiana diz ter encontrado amostras do DNA de Knox e Sollecito na cena do crime numa faca que, segundo os polícias, teria sido usada para matar Kercher.
O Ministério público defendeu a teoria de que a jovem britânica foi morta durante uma brincadeira sexual que acabou mal.
Guede confessou ter estado na casa de Kercher e feito sexo com ela na noite do crime, mas que estava na casa de banho quando a jovem foi morta, segundo ele, pelo casal de namorados.


