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Álbum «Antologia» festeja 25 anos de Madredeus

O álbum «Antologia» que é editado segunda-feira, festeja os 25 anos do primeiro grupo Madredeus, liderado por Pedro Ayres Magalhães, e regista alguns dos seus êxitos entre 1987 e 2005, como «O pastor».

Ao mercado chegam duas versões da antologia: Um CD com 18 canções e um duplo com 30 e em ambas inclui-se, entre outros, o tema «As Brumas do Futuro», composto para a banda sonora do filme «Capitães de Abril» (2000), de Maria de Medeiros, com letra de Ayres Magalhães e música de António Victorino D’Almeida.

Para a editora, o álbum é «uma renovada visita ao repertório dos Madredeus» com Teresa Salgueiro como vocalista.

O material escolhido não está organizado por ordem cronológica o que, segundo a discográfica, «permite que tanto os admiradores confessos como os que só agora entrem em contacto com a obra do grupo descubram inesperadas afinidades poéticas e musicais entre canções que por vezes distam vários anos no tempo».

A discográfica alinha em quatro vetores temáticos as canções deste período dos Madredeus: «de inspiração campestre e pastoril; urbana; marítima, e “aquelas a que poderia chamar-se canções da distância”, sendo em todas “persistente [a] imagem da cidade de Lisboa».

Os dois CD incluem temas dos álbuns «Os Dias da Madredeus» (1987), com o qual começou esta história musical de sucesso, com a atuação em centenas de palcos internacionais, em cercas de 50 países, e milhares de fãs espalhados pelo mundo, «Existir» (1990), «O Espírito da Paz» (1994), «Ainda», também de 1994, e que foi a banda sonora de «Lisbon Story», de Wim Wenders); e ainda «O Paraíso» (1997), «Movimento» (2001), «Um Amor Infinito» (2004) e «Faluas do Tejo» (2005).

Ambas as edições incluem um texto do jornalista Miguel Esteves Cardoso. «Amanhã será há muito tempo», no qual afirma: «A música dos Madredeus não é como qualquer outra. É a música do que nos vai acontecer, como se já tivesse acontecido».

O grupo foi criado em 1986 sob a liderança de Pedro Ayres Magalhães (ex-Heróis do Mar, Corpo Diplomático, etc.), tendo sido as instalações do Teatro Ibérico o seu primeiro local de ensaios, de onde se inspiraram para dar nome ao grupo que experimentava tocar música em português com instrumentos acústicos.

O grupo era ainda constituído por Rodrigo Leão nos teclados, Gabriel Gomes no acordeão e Francisco Ribeiro, no violoncelo, a que se juntou mais tarde a voz de Teresa Salgueiro.

Lusa

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