Afonso Dias deslocou-se hoje ao Instituto de Medicina Legal, em Penafiel, para se submeter a exames psíquicos no âmbito de uma perícia requerida pela defesa.
A ausência do arguido em audiência determinou que o tribunal, após acordo entre as partes, decidisse hoje adiar a continuação do julgamento, suspendendo a audição das testemunhas prevista para a tarde.
Nesta perícia, o arguido é observado por técnicos, na sequência do relatório social que consta dos autos, cujas conclusões são criticadas pela defesa.
Segundo o advogado Paulo Gomes, as técnicas que fizeram o relatório não tinham competência para chegarem a determinadas conclusões sobre a personalidade do arguido.
«Esta perícia permitirá dar suporte de natureza científica a uma pequena parte do relatório social», explicou, em declarações à Agência Lusa.
Falando após a sessão desta sexta-feira, o jurista disse esperar que a ida do arguido ao Instituto de Medicina Legal «possa ser esclarecedora».
«Esta perícia interessará para efeito da apreciação da personalidade do arguido», reafirmou, garantindo que não está em causa a inimputabilidade.
Para o advogado de Afonso Dias, «quando se julga uma pessoa é importante que se tenha uma noção sobre a sua personalidade,» sublinhando que «pode haver alguma explicação de natureza científica e técnica que importe ser esclarecida».
Paulo Gomes acrescentou que, como tem sido referido por várias testemunhas, o arguido apresenta «alguns comportamentos de natureza infantil para a idade».
«Se o tribunal deferiu a diligência é porque viu algum interesse», insistiu.


