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Aduf e Quinteto Lisboa domingo no Festival Internacional de Música de Macau

A participação portuguesa no Festival Internacional de Música de Macau prossegue domingo na Fortaleza do Monte com a atuação dos grupos Aduf e Quinteto Lisboa num espetáculo conjunto que tem por base as tradições musicais portuguesas.

No caso do Aduf, um projeto que nasceu para a Expo98 de Lisboa, José Salgueiro, mentor da iniciativa, reinventou o instrumento musical de origem árabe com tradição na música portuguesa e criou os «adufões», ou adufes gigantes, para o espetáculo em Macau.

«Estes adufes gigantes, com 1,3 metros e construídos em formato quadrado com pele de vaca e armação em criptoméria, uma árvore açoriana, foram produzidos especialmente para este espetáculo vinca uma ideia musical e visual sobre um instrumento tradicional português através de um reportório original e adaptações de recolhas da tradição musical portuguesa», explicou José Salgueiro à agência Lusa.

Rebatizados de «trovão» os adufes são, nas palavras do músico, «uma réplica mutante do adufe tradicional, que proporcionam um som único».

José Salgueiro, que desde 1986 visita regularmente Macau, explica também que o espetáculo na Fortaleza do Monte «é um sonho tornado realidade», dado que a maior parte das visitas que tem feito se inserem numa atividade de promotor de espetáculos e não como músico.

«Conheço, amo e visito Macau desde 1986 e como sem passado não haveria futuro o que por si só sustenta a contemporaneidade da música produzida sobre o reflexo de todas as influências experimentadas, sem dúvida que Macau me marcou para sempre», disse.

Além de José Salgueiro na bateria e percussão, o Aduf, que gravou o primeiro disco em 2010, vai estar em palco como José Peixoto na guitarra, Maria Berasarte, de origem basca, na voz, Ivo Costa, João Correia, Sebastian Scheriff e Guilherme Salgueiro na percussão, Rui Ferreira nos teclados e acordeão e com David Leão nos sopros.

Já o Quinteto Lisboa, define-se na descrição feita na promoção do Festival Internacional de Música de Macau como «um novo movimento de música urbana portuguesa» que surgiu da vontade de João Monge e João Gil, fundadores do Ala dos Namorados, e de José Peixoto e Fernando Júdice, membros da segunda formação dos pioneiros Madredeus, para «dar uma nova alma ao fado».

Além das guitarras de João Gil e José Peixoto, o Quinteto Lisboa apresenta-se em palco também como Fernando Júdice, no baixo acústico e com as vozes de Hélder Moutinho, já galardoado com o prémio Amália Rodrigues, e María Berasarte, cujo álbum «Todas las Horas Son Viejas» foi considerado o melhor disco de fado gravado por uma artista estrangeira.

Lusa

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