Terça-feira, Janeiro 13, 2026
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Aditivos alimentares – parte II

A percepção negativa que parte da população tem dos «Es» deve-se à criação de um mito urbano iniciado na década de 80 do século passado. Um ilustre especialista da área farmacêutica e alimentar – Maurice Hanssen (1931-2005) – publicou em 1984 a primeira edição do bestseller «E for Additives». Neste livro – com a melhor das intenções – explicou o significado dos aditivos e dos códigos E, descrevendo os efeitos indesejáveis de certos aditivos. O que o autor não poderia calcular é que o livro viesse a dar origem ao mito urbano contra os «Es».

Ainda hoje continuam a surgir «listas de aditivos perigosos» alarmistas e de qualidade muito duvidosa. Nestas listas, surgem aditivos inexistentes, aparecem aditivos que não estão autorizados na União Europeia e atribuem-se malefícios infundados a aditivos como o E330 (ácido cítrico). A realidade é que a utilização de aditivos alimentares na União Europeia é controlada e obedece a critérios claros e rigorosos, só sendo permitidos os aditivos em que se demonstrou necessidade e segurança.

Não pretendo com isto afirmar que devemos consumir frequentemente alimentos com aditivos. Existem – de facto – aditivos menos recomendáveis e também alguns são supérfluos (alguns corantes). Vale ainda a pena lembrar que os alimentos com mais aditivos são os mais processados, podendo ter outras características indesejáveis (sal, gordura, etc.). Para além disso, é necessário um cuidado acrescido com os aditivos na alimentação de bebés, crianças, grávidas e mulheres a amamentar. Por fim, uma pequena salvaguarda: Na ciência não há verdades absolutas! Para o consumidor um facto é muitas vezes encarado como uma verdade para sempre. Mas na ciência, um facto é apenas uma parte da verdade durante algum tempo.

Nota: Por vontade da autora, este texto não segue as regras do novo acordo ortográfico.

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