A ONU celebra hoje, em todo o mundo, o Dia de Nelson Mandela, que à data (18) completa 92 anos, como forma de promover a cultura de pacifismo e liberdade que diz ser representada pelo Prémio Nobel da Paz sul-africano.
O Dia de Nelson Mandela foi instituído em novembro de 2009 pela Assembleia Geral da ONU, tendo sido a primeira vez que as Nações Unidas deram este tipo de reconhecimento a uma pessoa, explica uma nota da organização.
Também o Conselho de Segurança da ONU reconheceu a dedicação do ex-presidente sul-africano «ao serviço da Humanidade na resolução de conflitos, nas relações entre etnias, na promoção e proteção dos direitos humanos, na igualdade entre os sexos e nos direitos das crianças e de outros grupos vulneráveis», lê-se no mesmo comunicado.
A nota faz especial referência à luta de Mandela contra o regime segregacionista do «apartheid», cuja eliminação também esteve entre os objetivos da ONU e que acabou por ser derrubado em 1994, com a eleição de Mandela como primeiro presidente negro da África do Sul.
Para assinalar o dia de hoje, delegações das Nações Unidas por todo o mundo vão organizar debates sobre a figura de Mandela e será exibido o filme «Invictus», que destaca o trabalho de reconciliação entre etnias levado a cabo por «Madiba», nome pelo qual o Nobel da Paz de 1993 é tratado no seu país, numa referência ao seu nome de clã.
O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou, a propósito da celebração, que Mandela é um «exemplo vivo dos principais valores das Nações Unidas» e «um cidadão global exemplar».
O ex-líder sul-africano festeja os 92 anos com a família e com 95 crianças da sua povoação natal, Mvezo, no Sudeste do país, e da cidade próxima de Qunu, que viajaram até Joanesburgo para passar o dia com ele.
HSF.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***


