As Termas do Estoril, inauguradas há dois meses, já receberam cerca de três mil visitantes, a maior parte delas á procura de tratamentos para problemas respiratórios e dermatológicos.
Segundo a directora de comunicação do complexo termal, Mafalda Marques, o novo espaço tem uma média de 50 visitantes por dia: «Cerca de um terço optou pela marcação de consulta com o corpo clínico existente e os restantes optaram por consultar o seu médico de família e pretendem voltar em Setembro e Outubro».
«O grande fluxo de negócio tem sido a marcação de consultas de diagnóstico com base no tipo de água existente (cloretada, sódica e hipersalina) cujas propriedades terapêuticas estão indicadas na prevenção e tratamento das patologias respiratórias, músculo-esqueléticas e dermatológicas», contou Mafalda Marques.
Embora a maioria dos utentes venha da grande Lisboa, muitas das pessoas interessadas nos serviços termais do Estoril são provenientes de outros países como a Alemanha, França, Espanha e Itália.
«Do ponto de vista estratégico, estamos a apostar fortemente na divulgação das Termas do Estoril nestes países, como um potencial destino de turismo de saúde e bem-estar em Portugal», acrescentou a responsável.
Uma vez que um dos grandes objectivos das Termas do Estoril é desmistificar a ideia de que o termalismo apenas está indicado para a terceira idade, foi criado um «pacote de termalismo de lazer» para atrair pessoas de todas as faixas etárias para terem contacto com a água termal para efeitos de bem estar.
As Termas do Estoril, também com a valência de SPA, implicaram um investimento de 25 milhões de euro, ajudando a criar mais de 50 postos de trabalho. Reabertas ao público desde Abril, as Termas do Estoril estiveram encerradas durante 48 anos.
Inaugurado em 1918, o antigo balneário, cujas águas se acredita terem sido utilizadas já no século XVII, esteve aberto ao público até 1961, quando o Hotel do Parque, que o acolhia, foi demolido.


