Nasceu na véspera da Páscoa, no dia 16 de Abril, de 1927, em Marktl am Inn, na Alemanha. Filho de José e Maria, Joseph Ratzinger foi educado num clima de grande austeridade e disciplina, características que lhe ficaram para a vida. O seu ar sério e crispado já lhe valeu críticas em todo o mundo, mas quem o conhece descreve-o como um homem simples, modesto e de grande paz interior. Em criança, Ratzinger escapou à morte duas vezes – sobreviveu à difteria e quase se afogou num tanque – e cedo começou a dedicar-se à poesia.
A escrita e a música sempre foram as suas paixões e Mozart a sua inspiração. Por isso, Joseph Ratzinger desejava ser músico e poder conciliar a actividade com a de padre, sem nunca ambicionar ser Papa. Durante anos escapou a todas as nomeações, defendendo-se com o seu frágil estado de saúde, mas foi nomeado Papa depois da morte de João Paulo II.
Contrariamente ao seu antecessor, Bento XVI vive quase em regime de mosteiro e não recebe amigos. Além da extrema pontualidade, é conhecido pela vaidade – anda sempre com um pente no bolso -, pela necessidade de dormir muito, por adorar tocar piano e gostar muito de gatos.
Apesar de não ter vícios, já que não fuma, não bebe e raramente toma café, Bento XVI não consegue resistir aos doces. Principalmente aos de ovos. De acordo com fontes próximas, este é mesmo o seu grande pecado.

