O magnífico espaço da livraria Ler Devagar, na Lx Factory, em Alcântara, foi o palco do lançamento do mais recente romance de Rui Zink. O escritor, que divide o seu tempo entre a escrita e as aulas que dá na Universidade Nova, contou que em «Anibaleitor» o seu «grande trabalho foi misturar o melhor de dois mundos: o melhor da ficção clara e límpida com o melhor de uma aula bem dada. Acho que ao fim de andar quase trinta anos a fazer as duas coisas, era a altura certa. É uma espécie de última lição».
Questionado sobre os limites da sua imaginação, Rui Zink diz: «A minha imaginação vai até onde o mundo que eu experimentei, quer através dos livros, quer através da vida, me deixa ir. A imaginação é sempre autobiográfica: só se imagina o que se conhece, mas também só se conhece o que se imagina.»
No lançamento de «Anibaleitor», apresentado por Ana Paula Guimarães e Carlos Araújo Ribeiro, ambos do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, estiveram presentes a escritora Inês Pedrosa e Margarida Martins, presidente da Abraço, entre outros convidados.


