Bill Cosby foi considerado responsável por agressão sexual ocorrida em 1972 por um júri civil na Califórnia, no dia 24 de março, que lhe ordenou o pagamento de cerca de 51,22 milhões de euros à vítima. O ator e comediante, de 88 anos, foi condenado no processo interposto por Donna Motsinger, que o acusou de a ter drogado e violado, alegando ter sofrido “sofrimento mental, perda de qualidade de vida, ansiedade e humilhação”. Em comunicado citado pela Associated Press, a vítima afirmou: “Este veredicto não é apenas sobre mim — é sobre finalmente ser ouvida e responsabilizar o senhor Cosby (…) Espero que dê força a outros sobreviventes”. A defesa, liderada pela advogada Jennifer Bonjean, manifestou “desapontamento” e anunciou a intenção de recorrer da decisão. O caso surge anos após a anulação de uma condenação criminal semelhante, que levou à libertação de Cosby em 2021. Ao longo das últimas décadas, Bill Cosby enfrentou dezenas de processos civis por alegações de abuso sexual, com mais de 60 mulheres a apresentarem acusações de violação, agressão e assédio, todas negadas pelo ator; alguns casos foram resolvidos através de acordos extrajudiciais, enquanto noutros foi condenado a pagar indemnizações, incluindo uma decisão em 2022 que fixou 500 mil dólares a uma mulher que alegou ter sido abusada na mansão Playboy nos anos 70.


