Woody Allen está no centro de uma polémica depois de ser duramente criticado pela Ucrânia por ter participado, via videoconferência, na Semana Internacional de Cinema de Moscovo. O Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano considera a presença do realizador de 89 anos “um insulto” e acusa-o de “fechar os olhos às atrocidades que a Rússia comete na Ucrânia todos os dias há 11 anos”. O cineasta norte-americano, vencedor de um Óscar, participou no evento no passado domingo, num painel de perguntas e respostas moderado pelo realizador pró-Putin Fyodor Bondarchuk. Numa nota publicada na rede social X, o governo ucraniano classificou a atitude de Allen como “uma vergonha”, sublinhando que o festival reúne apoiantes do presidente russo e que a cultura “não deve ser usada como instrumento de propaganda”.Em resposta, Woody Allen defendeu-se: “Quando se trata do conflito na Ucrânia, acredito firmemente que Vladimir Putin está totalmente errado. A guerra que ele causou é horrível. Mas, independentemente do que os políticos tenham feito, não sinto que cortar as conversas artísticas seja alguma vez uma boa forma de ajudar”, disse Allen numa declaração enviada à CNN pelo seu assistente. A Semana Internacional de Cinema de Moscovo teve a sua primeira edição em agosto de 2024 e não deve ser confundida com o tradicional Festival Internacional de Cinema de Moscovo, realizado desde 1935.


