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Jonathan Bailey fala do receio em não conseguir papéis de protagonista romântico por ser assumidamente gay

A formação e destaque em peças de teatro marcaram o início da carreira de Jonathan Bailey, que se estreou em 1997 em “Les Misérables”, no Palace Theatre, em Londres, aos 7 anos. Seguiram-se muitos outros palcos e mais tarde o cinema. Até aí, Bailey era um ator respeitado no teatro e na televisão britânica, mas não amplamente conhecido fora do Reino Unido, até 2020. O papel de Anthony Bridgerton, na série “Bridgerton” foi um marco decisivo na carreira do ator, tanto em termos de visibilidade global como de impacto pessoal. Com o sucesso estrondoso da série da Netflix, foi catapultado para o estrelato global e a segunda temporada, focada na sua personagem, bateu recordes, tendo sido a série em inglês mais vista da plataforma nos primeiros 28 dias. A prestação de Bailey gerou memes e foi tema de discussões sobre masculinidade romântica, tendo sido apontado como um símbolo de vulnerabilidade, intensidade e tensão sexual contida na sua atuação, levando-o a ser comparado com figuras como Mr. Darcy de “Orgulho e Preconceito”, mas com uma abordagem mais moderna e emocionalmente acessível. Mas este papel levantou outras questões. Assumidamente gay, Bailey revela a preocupação que chegou a sentir no passado, de não conseguir papeis onde pudesse representar um protagonista heterossexual: “Pensava, não há papéis principais gays, e os papéis principais gays vão para atores heteros. Então, o mais provável é que eu até consiga interpretar um personagem heterossexual, mas que ninguém acredite em mim”, disse à GQ britânica. Para o ator, não faz sentido a sexualidade limitar os papéis que pode interpretar. “Acho que não deveria importar mas de facto, existe uma narrativa clara de que homens, abertamente gays, não interpretam papéis heterossexuais como protagonistas. Mas ver homens gays interpretarem as próprias experiências, mas também héteros amplia a autenticidade e a diversidade na representação. A verdade é que bons atores conseguem fazer tudo”. É o que Jonathan Bailey tem querido provar ao logo da carreira e parece estar a conseguir, já que entre temporadas, no papel de galã em “Bridgerton”, protagonizou, ao lado de Matt Bomer, “Fellow Travelers”, uma série sobre dois políticos que se apaixonam durante o Pânico da Lavanda (um período de perseguição a homossexuais nos EUA na década de 1950, em que eram proibidos de ocupar cargos no governo). “Gostei muito da série, algo novo que nunca tinha sido feito daquela forma, com uma estética rica, elevada, com atores gays. A experiência queer é muito diferente para as pessoas e o que as une são estes momentos da história. Pareceu-me uma oportunidade de aprender o máximo possível. Vivi a minha vida a tentar entender a experiência gay, então não foi nada superficial”. Seguiu-se depois o musical “Wicked”, onde interpretou o príncipe Fiyero e no qual teve a oportunidade de participar na banda sonora, fazendo um solo de clarinete, gravado ao vivo, com a orquestra de Alexandre Desplat, no Abbey Road Studios. Volta agora ao grande ecrã no papel do paleontólogo Henry Loomis, no aclamado Mundo Jurássico – Renascimento”, ao lado de Scarlett Johansson. As críticas destacam a energia carismática de Bailey e a química com a atriz, valorizando uma presença tranquila e a naturalidade com que encara o papel, em contraste com a rudeza de protagonistas anteriores. Para este papel, Bailey preparou-se fisicamente para ganhar massa muscular. O senso de estilo e a forma como se apresenta, elevaram-no ao estatuto de sex symbol, algo com que diz sentir-se “constrangido”. O ator admitiu que ser visto assim é “incrivelmente lisonjeador” mas evita rotular-se dessa forma, acreditando “que o foco deve ser a performance e a autenticidade, não a aparência”.

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