A Ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, atribuiu a Medalha de Mérito Cultural a Vitorino, numa cerimónia realizada, esta noite, na Casa da Música. A distinção concedida a Vitorino traduz o “reconhecimento pelo seu trabalho contínuo de divulgação e criação na música portuguesa, cruzando o cante alentejano com a música popular tradicional e promovendo sempre a língua portuguesa como um elemento essencial à sua música”, como é referido no diploma que acompanha a atribuição da Medalha de Mérito Cultural, o principal galardão atribuído pelo Ministério da Cultura. Para além do trabalho de transmissão cultural promovido ao longo de 50 anos de carreira, e da sensibilidade musical e poética que marcam os mais de 30 discos gravados pelo músico nascido no Alentejo, Dalila Rodrigues destacou a voz que Vitorino deu à Revolução de Abril. “Esta homenagem é mais do que merecida, e, na pessoa de Vitorino, celebro todos os cantores da música designada de intervenção que foi tão importante para ampliar abril”. A cerimónia de atribuição da Medalha de Mérito Cultural antecedeu o concerto de apresentação do último trabalho discográfico de Vitorino, “Não sei do que é que se trata, mas não concordo”, gravado 50 anos depois do seu primeiro álbum “Semear Salsa ao Reguinho”. Apenas duas canções deste disco não são da autoria de Vitorino, que introduziu novas nuances estéticas na música, cantando letras suas e poemas de António Lobo Antunes, Carlos Mota de Oliveira, Florbela Espanca, José Jorge Letria, Miguel Torga e Sérgio Costa.

