Os convidados brindavam, sorriam e estavam de água na boca, perfeitamente em êxtase na inaguração oficial do novo restaurante do Chef Kiko Martins, “O Boteco”. A Praça de Luís de Camões, em Lisboa, foi o lugar escolhido para homenagear as origens brasileiras do conhecido Chef que nasceu no Rio de Janeiro em 1979 – o mais novo de oito irmãos - e veio para Portugal aos 11 anos. “Desde cedo a cozinha ganhou um lugar especial na minha vida. As minhas memórias estão cheias do cheiro das comidas típicas brasileiras, repletas de música animada e da alegria extasiante tão característica da minha família. “O Boteco” é um novo projeto que já ambicionava há muito. Este é o espaço que espelha as minhas origens, o meu sangue luso-brasileiro e um pouco daquilo que sou enquanto cozinheiro”. Com mais de 30 petiscos, onde há de tudo um pouco, da “Feijoada à Brasileira” ao “Bobó de Camarão”até ao “Quindim com Tapioca e Maracujá, “O Boteco” assegura a viagem pelos sabores. Outra viagem, no tempo e no espaço, é feita pela decoração, inspirada no Rio de Janeiro dos anos 50, marcadamente estilo art déco, e em que se destaca uma original obra do artista plástico português Bordalo II que funde Rio de Janeiro e Lisboa. “Sete restaurantes, 4 filhos (se não estou em erro no numero de restaurantes). Não percebo como se faz isto tudo e tão bem. Amei!”, rendeu-se Rita Ferro Alvim. O Chef Kiko Martins multiplica o seu sucesso desde a abertura do restaurante “O Talho”, em 2013. Mais tarde, seguiu-se “A Cevicheria”, “O Asiático”, “O Surf & Turf”, “O Poke” e “A Barra Japonesa” e agora “O Boteco”. Todos com uma grande mistura de influências gastronómicas e com a mesma vontade de sempre: “servir o mundo à mesa dos portugueses”, evidencia o Chef que em 2016, ganhou o premio “Prix au Chef de L’Avenir” atribuído pela Academia Internacional de Gastronomia. O cozinheiro e empresário é casado com Maria Bravo há doze anos, com quem assina o livro “Comer pelo Mundo”. O casal tem quatro filhos, Sebastião, de seis anos, Gabriela, de cinco, Matias de dois e Lopo, que fez um ano em março.

