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Gerente bancária é a primeira portuguesa numa das maratonas mais difíceis do mundo

 

Aos 38 anos, Carla André prepara-se para realizar uma das maratonas mais difíceis do mundo – a ultramaratona Badwater 135. A prova realiza-se entre 18 e 20 de julho, na Califórnia, Estados Unidos da América, numa distância de 217 km percorrida em autossuficiência e em regime ‘non stop’.

Selecionada por um júri, que elege apenas 100 atletas de todo o mundo para participar nesta prova, Carla André será a primeira atleta portuguesa a marcar presença na Badwater 135, que se realiza num local onde as temperaturas chegam a atingir os 50° – é considerada, aliás, a região onde se registou a temperatura mais alta do mundo (mais de 60°).

“A Badwater é uma prova extrema, por isso, encaro-a com um único objetivo: terminar. Neste tipo de desafios há uma série de fatores que condicionam o resultado pelo que apenas posso afirmar que darei todas as forças que tiver para a terminar. Quanto mais rápido terminar menor será o sofrimento que acarreta esta prova extrema, portanto são estas duas medidas que levo, o objetivo terminar, mas no menor tempo que o corpo permitir. Acho que vai ser uma experiência que me marcará para sempre”, afirma.

Atleta não profissional, Carla André realizou a sua primeira maratona em dezembro de 2011, tendo completado desde então 47 maratonas e ultramaratonas. Em 2015, participou numa das provas mais extremas do mundo, a Marathon des Sables, 250 km pelo deserto do Sahara em regime de autossuficiência.

Carla André nasceu no dia 5 de setembro de 1977 e é gerente bancária de profissão.

 

 

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