Heba Amin, Caram Kapp e Stone, artistas de rua, foram convidados pela equipa da série «Homeland» para dar mais autenticidade a um campo de refugiados na Síria. O resultado foi uma crítica à série com grafites que insultaram a série.
A quinta temporada da série estreou no passado dia 4 e o segundo episódio está a gerar controvérsia depois dos grafíti que aparecem nas fachadas do campo de refugiados na fronteira entre a Síria e a Líbia terem sido traduzidos e de os artistas terem divulgado um comunicado a explicar porque «sabotaram» a série.
“Homeland é racista”, “A situação não é credível”, “Homeland é uma anedota, mas não teve graça nenhuma”, são as frases que foram pintadas pelos três artistas de rua que escreveram também “esta série não reflete os pontos de vista dos artistas”.
De acordo com o
comunicado online emitido pelos artistas, “dada a reputação da série, não ficamos convencidos facilmente, até termos considerado que esta era a oportunidade de mostrar o seu descontentamento, e de muitas outras pessoas, com a série. Era a nossa oportunidade de nos manifestarmos utilizando a própria série”.
Segundo o comunicado, num encontro com a equipa de produção, as indicações foram que os grafíti fossem “aparentemente naturais num campo de refugiados da Síria”. Após o trabalho ter sido realizado, a produção não verificou os escritos árabes, o que, segundo os autores, é uma mostra de que para eles só os grafíti não são mais que “um mero complemento visual da fantasia de horror do Médio Oriente, uma imagem de poster que desumaniza uma região inteira com figuras desumanizadas com burkas negras e, ainda por cima, nesta temporada, com refugiados”.
Homeland estreou em 2011 e ronda à volta da trama protagonizada pela agente da CIA Carrie Mathison, interpretada por Claire Danes, que desconfia que um soldado norte-americano, após ter sido refém da Al-Qaeda durante anos, se converte à causa extremista.
Desde o início da sua produção, a série é criticada pela sua visão estereotipada dos muçulmanos e muitos chegam a dizer que faz uma clara propaganda pelos EUA.
Apesar da polémica a produtora Showtime, responsável pela série, ainda não se pronunciou.


