Jardim Gonçalves foi hoje (2 de maio) condenado em tribunal a uma pena de dois anos de prisão, que fica suspensa mediante o pagamento de 600 mil euros, pelo crime de manipulação de mercado.
O fundador do Banco Comercial Português (BCP) considerou que a sua condenação no processo-crime, cuja sentença foi hoje conhecida, é um «momento penoso», mas realçou que confia que será absolvido após o recurso para tribunais superiores.
«A condenação de hoje é, seguramente, um momento penoso», lê-se numa mensagem enviada por Jardim Gonçalves a um círculo próximo de familiares, testemunhas e amigos, a que a agência Lusa teve acesso, na qual o responsável reagiu à decisão do tribunal de o condenar a uma pena de dois anos de prisão, que fica suspensa mediante o pagamento de 600 mil euros, pelo crime de manipulação de mercado.
«Todavia, o facto de o tribunal ter considerado que tanto eu, como os demais colaboradores em julgamento, nada tivemos a ver nem com a constituição de offshores, nem com as compras e vendas de ações por elas efetuadas, faz justiça à posição que sempre sustentámos e que, finalmente, teve acolhimento, de que não houve qualquer plano para, via offshores, sustentar o título BCP, muito menos de nossa iniciativa e responsabilidade, como pretendia a acusação e continuam a pretender o BdP e a CMVM», realçou.


