Lux – Uma vez disse-me, na apresentação do documentário sobre o seu avô, que ele para si não morreu. Que está permanentemente aqui…
J.S. – Nem ele nem as outras pessoas de quem eu gosto.
Lux – Mas essa é a sua forma de lidar com a morte?
J.S. – A morte não me assusta nada. É passar deste nível para outro. Dá muitas saudades de poder ter um bom abraço, mas acho que essa pessoa continua a existir em tantas coisas, que não me assusta perder-se o físico. Custa, mas não me assusta.
Lux – Tem pena de que o seu avô não tenha conhecido a sua filha?
J.S. – Claro que gostaria que ele conhecesse a Flor, ma mas ele de certa forma conhece. Deve estar sentado numa nuvem lá em cima a dizer: ¿A miúda é gira, pá!` [risos]
texto: Vanessa Barros Cruz (vanessacruz@lux.masemba.com)
Excerto da entrevista publicada na Revista Lux 709 – 2 de dezembro


