As propostas de alta costura das colecções Outono/Inverno 2009-2010 apresentadas em Paris destacam-se pela diversidade.
Christophe Josse apostou nas transparências. Alexis Mabille apresentou a mulher pensada para o próximo Inverno… também transparente.
Já Stephane Rolland apostou no preto, cinza e branco para apresentar as tendências para este Inverno.
O segundo dia da semana da moda de Paris foi marcada pelos desfiles das colecções de Giogio Armani e Christian Dior.
As flores invadiram a passerelle durante o desfile de Dior que apresentou uma colecção de vestidos românticos.
Já Giorgio Armani surpreendeu com uma colecção cheia de glamour. Pela passerelle desfilaram ainda as propostas de Cengiz Abazoglu e Chakra.
Do meio da plateia destacava-se o cartaz com a frase «Christian Lacroix forever», durante o terceiro dia dos desfiles na semana da moda de Paris.
Segundo a agência EFE apenas 280 convidados assistiram ao desfile que pode ser o último da marca Lacroix, já que a casa do criador pode fechar a qualquer momento.
O designer de moda apresentou as propostas para o próximo Inverno no salão do Museu de Artes Decorativas. Uma colecção mais curta do que o habitual, com cerca de 24 peças, centrada numa paleta onde o preto, azul-escuro e bordados dourados são reis.
Os modelos foram concebidos com as reservas de tecido da
maison e com o apoio do técnico de bordados Hurel e do designer de sapatos Roger Vivier. As modelos não cobraram qualquer cachet para desfilar.
Destaque para o modelo de noiva, uma espécie de santa com um vestido em rendas e bordados dourados.
Em declarações à AFP o estilista declarou que a aposta nos tons escuros «não tem a conotação de luto. Gosto muito da cor preta».
No inicio de Junho a casa Lacroix, bastante atingida pela crise mundial, obteve protecção judicial contra os credores durante um período de seis meses. Comprada em 2005 pela família Falic a marca apostou no prêt-a-porter de luxo no momento menos indicado. Resultado: uma forte queda nas vendas. Agora a casa só pode ser salva por um comprador.
Jean Paul Gaultier também apresentou as suas propostas na passerelle parisiense. Os vestidos foram as peças em destaque e deram o toque glamoroso ao desfile.
Valentino fechou os desfiles na semana da moda em Paris. O estilista apostou em propostas mais juvenis destinadas a captar público mais jovem. A dupla de designers que trabalha para a casa Velentino, Maria Grazia Chiuri e Pier Paolo Piccioli apresentou uma paleta escura e em vestidos curtos. Durante o desfile as modelos desfilaram com máscaras ao estilo do Carnaval de Veneza.
Já o libanês Elie Saab propõe uma mulher vestida de branco no próximo Inverno, vestida com modelos sensuais e bastante trabalhados. Aposta nos tailleurs longos e assimétricos, tailleurs de casaco e calça decorados com mangas volumosas.
Saab é o estilista preferido de Beyoncé, Mischa Barton e Dita Von Tesse. Destaque ainda para o desfile teatral de Franck Sorbier.
A semana da moda parisiense foi bastante marcada pelo clima de contenção económica. Os estilistas «viraram-se» para modelos mais usáveis do que propriamente para peças de arte.
Confrontados com o fim da procura de artigos de luxo, os estilistas franceses deixaram para trás os vestidos glamorosos procurados apenas por celebridades e apostaram em roupas para vestir e, sobretudo, comercializar.
Stella McCartney foi uma excepção. Castelbajac chegou a distribuir dinheiro falso pela plateia e Lacroix fez a derradeira tentativa para sobreviver com a apresentação de uma colecção conseguida à base de tecidos reciclados.


