O velório de Eduardo Fortunato de Almeida, fundador da revista Casa e Jardim e pioneiro das revistas de artes decorativas e indústrias de luxo, realiza-se na quinta-feira, a partir das 15:00, na igreja de S. João, em Lisboa.
Fonte próxima da família esclareceu hoje à agência Lusa que o corpo de Fortunato de Almeida, que morreu na terça-feira, será cremado às 14:00 de sexta-feira no cemitério do Alto de S. João.
Eduardo Fortunato de Almeida nasceu a 2 de dezembro de 1943 e estudou no Colégio Moderno, onde se tornou amigo da família Soares, relatou à Lusa o amigo de longa data e ex-assessor cultural dos presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio, José Manuel dos Santos.
Fortunato de Almeida reencontrou Mário Soares em 1968, quando este foi deportado para São Tomé e Príncipe, e, apesar das suas funções oficiais (era ajudante de campo do governador, tenente-coronel Silva Sebastião), não se coibiu de ajudar o professor e amigo, acrescentou José Manuel dos Santos.
Em 1966, fundou a revista Casa e Jardim, que dirigiu durante cerca de 30 anos, seguindo-se outras publicações especializadas, como a Horas e a Canetas, e a generalista Homem.
Em 2005 foi agraciado pelo então Presidente da República Jorge Sampaio com a comenda da Ordem do Mérito.
«Tinha uma grande rede internacional de contactos», adiantou José Manuel dos Santos, justificando o pioneirismo do empresário da comunicação social na área das indústrias de luxo e das artes decorativas.
Fortunato de Almeida foi vítima de doença prolongada e deixa dois filhos: Catarina, que foi casada com o médico José Maria Tallon, e Eduardo, empresário.
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