A África do Sul e o mundo mantêm-se expectante entre a esperança e o luto desde o agravamento do estado de saúde de Nelson Mandela, considerado muito crítico, desde há cinco dias.
A morte do pai da democracia na África do Sul já foi avançada três vezes.
Nelson Mandela encontra-se internado desde o dia 9 de junho na sequência de infecções respiratórias recorrentes. Mandela respira agora com o recurso a um ventilador e sofre de insuficiência renal. A família reunida na aldeia natal, Qunu, já terá discutido o lugar do túmulo.
Seguem-se as vigílias à porta da Clínica em Pretória e incontáveis manifestações de apoio, esperança e carinho por parte da população. Pelo mundo fora, e pelas redes sociais, não faltam também mensagens de homenagem ao líder histórico da África do Sul.
O presidente Jacob Zuma cancelou uma visita a Moçambique, agendada para ontem (27) para se deslocar ao hospital e estar com Mandela, anunciou o próprio.
Em comunicado emitido posteriormente, Jacob Zuma revelou que Madiba tinha melhorado consideravelmente desde a última visita e que seu estado de saúde era «crítico mas estável».
Na manhã do dia de ontem, a filha de Nelson Mandela, Makaziwe Mandela, referiu que «tudo está iminente», preparando o mundo para o pior. No entanto, nas declarações que fez South African Broadcasting Corp, manifestou também esperança ao evidenciar que «Tata» (pai em Xhosa) continuava a «reagir ao toque». «Vamos viver com esta esperança até que o final chegue», disse.
Barack Obama, que chega a Àfrica do Sul esta sexta-feira, anunciou o cancelamento da visita a Mandela, no hospital, dada a fragilidade da situação clínica. Entretanto, segundo veiculado pelo Euronews existe ainda possibilidade da visita se realizar estando dependente da decisão da família do ex-presidente.


