O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, aceitou o pedido de demissäo do secretário de Estado de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, «em razão de problemas graves de saúde», disse hoje à Lusa fonte oficial do Governo.
O nome do substituto de Francisco José Viegas «será divulgado oportunamente», adiantou à agência Lusa a mesma fonte do gabinete do primeiro-ministro.
O porta-voz do secretário de Estado da Cultura, Joäo Villalobos, disse hoje à Lusa que Francisco José Viegas sairá do executivo até ao final deste mês, a seu pedido, por razöes de saúde.
Numa declaraçäo à agência Lusa, fonte do gabinete de Pedro Passos Coelho confirmou que «o primeiro-ministro aceitou o pedido de demissão do secretário de Estado da Cultura, em razäo de problemas graves de saúde» de Francisco José Viegas.
Esta é a segunda saída do Governo de coligaçäo PSD/CDS-PP, depois da substituiçäo do secretário de Estado da Energia, Henrique Gomes, por Artur Trindade, em março deste ano.
Francisco José Viegas esteve internado no início da semana passada, no Hospital da Boavista, no Porto, para observaçäo durante 48 horas, depois de um «episódio de hipertensäo», ocorrido na apresentação do projeto Balcão+Cultura.
Em agosto, Francisco José Viegas foi entrevistado pelo jornal francês Le Monde, como «escritor e não secretário de Estado da Cultura», tendo então confessado que cometera o «erro de aceitar um cargo político», do qual não queria falar: «Mas não vamos falar disso pois não?», acrescentava, ao vespertino francês.
Na entrevista, intitulada «Le Portugal ne rêve plus» (Portugal deixou de sonhar), o autor de «Morte no estádio» falava de «uma sociedade que perdeu os seus sonhos».
«Os portugueses têm medo do futuro, de falar», dizia Francisco José Viegas ao jornalista Yann Plougastel, sublinhando que tal acontecia depois de 300 anos de Inquisição e de meio século da ditadura do Estado Novo de Oliveira Salazar. «Hoje, com a crise, continua [o medo]. É terrível», garantia.
Hoje foi conhecida uma carta de agradecimento da comissão de trabalhadores do Teatro Nacional D. Maria II (CT-TNDM) ao secretário de Estado da Cultura.
O texto, ao qual a Lusa teve acesso, dizia que, «apesar das preocupações e da discordância dos trabalhadores deste teatro nacional para com a política de esvaziamento da Cultura em Portugal», a CT-TNDM agradecia «a reposição do respeito pelos trabalhadores deste teatro nacional».
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