O prémio Nobel da Medicina 2012 atribuído conjuntamente ao britânico John B. Gurdon e ao japonês Shinya Yamanaka «pela descoberta de que as células maduras podem ser reprogramadas para se tornarem pluripotentes», anunciou o Comité Nobel.
Os dois cientistas já tinham vencido o prestigiado prémio da Fundação Lasker em 2009, depois de terem descoberto, em trabalhos separados, que algumas células adultas podem ser reprogramadas para se tornar pluripotentes, ou seja, capazes de se especializar em qualquer órgão ou tecido corporal – como nervos, músculos e pele. A intenção agora é aumentar a reprogramação para criar tecidos substitutos para tratar doenças como Parkinson e para estudar a raiz das doenças em laboratório.
Segundo explica a assembleia Nobel no comunicado em que anuncia os nomes dos laureados, o Instituto Karolinska decidiu distinguir dois cientistas que descobriram que células maduras e especializadas podem ser reprogramadas para se tornarem células estaminais, capazes de formarem qualquer tecido do corpo. «A sua descoberta revolucionou a nossa compreensão de como as células e os organismos se desenvolvem», acrescenta o comunicado.


