A luz iluminou o som afinal a matéria-prima de excelência da rádio. E foi pela rádio que o auditório da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa abriu, esta quinta-feira, as portas para receber a 1ª gala dos prémios spot, o evento que distinguiu os melhores anúncios de publicidade na rádio.
A iniciativa, promovida pelos principais grupos de rádio nacionais – Grupo Renascença, Media Capital Rádios e Controlinveste Media (TSF) teve como principal objectivo dinamizar e promover a rádio portuguesa.
Para João Aguiar Campos, presidente do conselho de gerência do grupo Renascença, o objectivo dos prémios SPOT «consiste em chamar a atenção para a rádio e para o seu valor. Homenagear os anunciantes e os criativos que ajudam a perceber que a rádio é um veículo interessante de comunicação». Através destas iniciativas dizemos que a rádio está viva».
Para Bernardo Bairrão, administrador-delegado da Media Capital, a união entre os três grupos de media é pertinente: «É importante que toda a indústria se una à volta de um evento como este e premei o que de facto são as suas fontes principais de receitas, ou seja os spots publicitários».
Já para Rolando Oliveira, ceo da Controlinveste, «um dos pressupostos deste prémio consiste em incentivar a criatividade em rádio como meio rápido de comunicar».
Do hall para o interior do auditório o público ouviu um desafio: «Escute. Quer saber um segredo. Venha comigo percorrer o misterioso caminho do som onde nada é o que parece, onde tudo tem o seu lugar».
A viagem pelo som serviu de mote ao espectáculo introdutório da entrega dos prémios, uma espécie de apelo aos sentidos da mente. As vendas distribuídas, logo à entrada, ajudaram o público a permanecer às escuras e a concentrar-se apenas nos sons.
O choro de um bebé, sons do trânsito ou até do oeste selvagem somados a palavras fortes, ajudam a criar grandes spots de rádio.
Ouvidos os diferentes sons o público foi convidado a retirar a venda para ver os sentidos dos bailarinos numa coreografia de boas ideias.
E as boas ideias vencedoras foram apresentadas por Joana Costa, da Mega FM, e Diogo Beja, da Rádio Comercial. Ou melhor, pelas suas vozes porque afinal é de rádio que se fala.
É difícil de pronunciar mas «Plenstansflored», o anúncio da Staples, criado pela agência Leo Burnett, com texto de Erik Rosa, foi o grande vencedor da noite. Venceu na categoria «grande prémio» e arrebatou ainda o «Prémio Ouvintes» e o «Prémio de Rádio».
A noite foi ainda marcada pela atribuição de outros prémios. Cada categoria premiou dois ou três vencedores ex-aequo. O prémio responsabilidade social foi para «Refeição Certa», dos Médicos do Mundo (agência Zinc e copy de Ana Costa Santos).
Na categoria criatividade os vencedores foram «Desmaterialização», do BES (agência BBDO Portugal e copy de Pedro Gonçalves), «Reduzido» da TMN (TBWA e texto de Francisco Alves) e «Laurinda», da Galp Energia (BBDO Portugal e texto de Marco Pacheco, Nuno Jerónimo e Tiago Vital).
Os prémios Excelência foram ganhos pelo BES em «Carro» concebido pela BBDO Portugal (texto de Marco Pacheco), e Yorn com o spot «Ex-Namorado» da autoria da Brandia Central (texto de Alberto Faria e João Navarro).
Na Inovação venceram a Ford, com «Ícones By Ford», concebido pela Ogilvy, a Opel Corsa, pela McCann, e Pepsi Twist, pela Bactéria.
Todos os vencedores foram eleitos por um painel de 65 júris. Manuela Botelho, presidente da associação de anunciantes, integrou o grande júri de uma iniciativa que «mostra que a rádio está viva e recomenda-se. Houve muito bons spots, vozes e textos a concurso». Coube a José Cid fechar a gala.
Reportagem:
Irene Pinheiro
Imagem:
luís Silva


