Reynaldo Gianecchini contrariou as ordens dos médicos e deu uma entrevista ao programa fantástico, da Rede Globo, onde falou pela primeira vez sobre a morte do pai.
O ator descreveu o dia em que o pai, Reynaldo Cisoto Gianecchini, morreu vítima de cancro.
«Aquele foi um momento lindo de descoberta. Tive uma despedida maravilhosa do meu pai. Teve um momento em que ele ficou inconsciente, porque teve de tomar morfina. Toda a gente foi descansar e eu pedi para ficar com o meu pai. Senti muita vontade de falar com ele, porque acredito que estava a ouvir-me. Depois as funções começaram a cair e eu comecei a cantar, a beijá-lo, reafirmei o meu amor, pedi perdão e disse que o perdoava», revelou Gianecchini.
Sobre a sua doença, o ator afirma que se sente «curado desde o primeiro dia».
«É engraçado, não jogo a possibilidade de perder, embora tudo possa acontecer na vida. Mas eu acredito muito na força da vida», afirmou.
Reynaldo Gianecchini revelou ainda que a maior dificuldade foi aceitar que o diagnóstico estava correto:
«Achamos que não temos aquela doença. Disse à minha mãe: “mãe, não tenho isso, não é possível”. Depois, quando é diagnosticado mesmo, eu disse: “beleza, vamos embora, vamos encarar?”».
O ator lembrou-se ainda a novela «Laços de Sangue», onde a sua personagem convivia de perto com a doença, uma vez que a mulher tinha leucemia.
«Quando rapei o cabelo, lembrei-me muito da cena que fiz. Eu fiz a novela com a Carolina Dieckmann, que era a minha mulher, e que rapava a cabeça, porque tinha leucemia. É muito maluco eu estar a viver isso. Nesse dia, a pessoa estava a rapar o meu cabelo e eu só pensava nisso. Na ficção, eu chorei muito. E na minha vida real, fiz cara de guerreiro. Um verdadeiro guerreiro».
Reynaldo Gianecchini aguarda agora pelo transplante de medula. Quando estiver curado, o seu maior desejo é «entrar no mar».
«Tenho uma relação louca com isso, gosto muito e sinto falta do mar».
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