Acordes de Casablanca, notas de Edith Piaf e da sua Vie en Rose, Schumann e até a bossa nova da Garota de Ipanema marcaram o ritmo desta tarde na prisão de Santa Cruz do Bispo com o maestro Victorino d`Almeida ao piano.
«A música é uma língua como outra qualquer. Transmite ideias, pensamentos e às vezes de forma mais profunda do que as palavras», disse o maestro a uma plateia de mais de 60 reclusas do estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo.
Contou histórias, disse piadas, lembrou episódios da sua própria vida, tudo intercalado por colcheias e semicolcheias, notas, acordes e adágios tocados ao piano de cauda bem no centro do auditório.


