O futebolista do Manchester United, Ryan Giggs, tentou impedir, durante os últimos meses, que os jornais britânicos revelassem, publicamente, o caso extraconjugal que manteve com a modelo Imogen Thomas.
O futebolista chegou mesmo a pedir uma injunção no tribunal para impedir que a ex-concorrente do Big Brother inglês revelasse ao «The Sun» que mantivera uma relação amorosa com o jogador do United.
O caso arrastou-se durante vários meses e os media britânicos seguiram à risca o impedimento de divulgar a identidade do futebolista.
O problema é que cerca de 75.000 pessoas apontaram Giggs como ex-amante de Imogen Thomas no twitter.
No entanto, John Hemming, um deputado do Partido Liberal, facilitou o caminho à imprensa e referiu o nome do futebolista quando se dirigiu ao Presidente da Câmara dos Comuns, argumentando que possui esse direito já que a informação circula livremente nas redes sociais.
«Senhor Presidente, com cerca de 75 mil pessoas a já terem identificado Ryan Giggs no Twitter, é impraticável prendê-las todas», argumentou Hemming, despertando as críticas dos parlamentares.
Mais tarde o deputado veio explicar que disse o nome do futebolista no parlamento para impedir os advogados deste de usarem os tribunais para oprimirem e prenderem pessoas em segredo apenas por espalharem rumores no twitter.
Apesar da «inconfidência» do político o Tribunal de Londres rejeitou um pedido do «The Sun» para levantar a injunção, por considerar que mesmo sem ter conseguido preservar a intimidade do futebolista a ordem iria protegê-lo do «assédio».
O caso despoletou longas discussões em Inglaterra a liberdade de informar e o direito à privacidade, levando até o primeiro-ministro David Cameron a comentar o assunto:
«É uma situação algo insustentável quando os jornais não podem publicar algo que todas pessoas sabem. Não é justo se todas as redes sociais podem relatar isto e os jornais não. Desta forma, a lei e a prática têm de ser actualizadas relativamente à forma como as pessoas consomem a informação actualmente», afirmou.
A discussão sobre o direito à privacidade e a liberdade da comunicação social chegou, então, à Câmara dos Comuns, onde o deputado John Hemming disse o nome de Giggs, conhecendo que não iria sofrer represálias, uma vez que possui imunidade parlamentar.


