Sexta-feira, Janeiro 2, 2026
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Estamos noivos!! E agora?

O noivado é definido como o anúncio público de duas pessoas que confirmam a sua intenção de casar. No entanto, ele passa a existir a partir do momento em que o seu namorado a convida para um jantar ou passeio romântico, a pede em casamento e você aceita. Na Idade Média, o noivado – que não deve exceder um ano – correspondia ao período em que as famílias acordavam o montante de dinheiro que o noivo teria de pagar. Entretanto, os tempos mudaram e chegou-se à conclusão que seria a família da noiva a pagar um dote pelo futuro marido. Hoje, tudo é mais liberal no que concerne a este assunto: dividem-se as despesas pelas duas famílias.

O pedido

Antigamente, o pedido de casamento era feito pelo noivo directamente ao pai da noiva, que podia dar ou não o seu consentimento. Hoje, embora muitos noivos já não sigam à risca a tradição, é fundamental que os pais sejam as primeiras pessoas a ser informadas da vontade que os filhos têm de contrair matrimónio.

Esta festa, além do “pedido da mão” da noiva, pretende, muitas das vezes, ser o elo de ligação de duas famílias que, no jantar de noivado, trocam conversa pela primeira vez. Este jantar, organizado pelos pais da noiva para os familiares mais chegados (como pais e irmãos), é o momento certo para escolherem a data do enlace, distribuir tarefas e fazer a lista do enxoval (ver caixa ao lado).

Durante a Idade Média, as jovens aprendiam desde muito cedo a bordar e a fazer croché, garantido que, na altura do casamento, o enxoval estivesse completo. Até hoje, a tradição do enxoval tem permanecido, mas devido à emancipação das mulheres e ao seu sucesso profissional, a compra ganhou mais adeptos. A moda dita as regras e os jovens preferem peças simples, deixando de lado os linhos, rendas e bordados.

O anel de noivado

No tempo dos nossos avós, quando um jovem pedia a mão da namorada ao futuro sogro e este concordava, era oferecido o tradicional anel de noivado. Actualmente, o mais comum é que este presente seja entregue durante o jantar de noivado.

Até ao séc. XVIII, os anéis de noivado eram simplórios e, embora alguns fossem de ouro, o material mais usual era o ferro. Hoje, além de existirem vários modelos e feitios, as pedras preciosas encarregam-se de dar colorido à jóia, que deve ser usada no dedo anelar da mão esquerda.

Embora possa seguir à letra este quadro, se casar no mês de Junho e Outubro e for supersticioso, não compre um anel com pérolas e opalas. Dizem os entendidos na matéria que estas pedras trazem má sorte quando usadas em anéis de noivado.

Por norma, o noivo vai sozinho comprar o anel de noivado. Caso não goste de nenhum modelo, pode sempre pedir ao joalheiro que desenhe um modelo original. Outra hipótese é o anel ser uma jóia de família, passada de mão em mão, ao longo de várias gerações.

Mas não é só a noiva que é presenteada. As senhoras também devem oferecer uma prenda de noivado ao futuro marido. Embora as possibilidades sejam variadas, o mais usual é oferecer um relógio, uma caneta, um isqueiro ou um par de botões de punho em ouro.

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