Durante os meses de tratamento a actriz contou com apoio psicológico na Clínica de Santo António, além do apoio vindo de todos os quadrantes da sociedade portuguesa: «Sei que houve vários anónimos a rezar por mim em Fátima, no 13 de Maio»
Neste momento a actriz admite estar de ressaca. Depois de ter sido tão forte e optimista mostra-se agora mais vulnerável: «Não sei quais são os meus limites emocionais. Mas não estou igual. Sinto-me mais vulnerável. Mas também mais tolerante com as pessoas que amo. Seguramente não voltarei a ser a mesma pessoa.»
Neste momento está fora de perigo e faz uma vida normal: «Regrada, com boa alimentação e uma vigilância apertada». Está feliz por voltar ao trabalho, aos palcos e à sua família
«Tal como iniciei este ciclo também quero fechá-lo da mesma forma. Quero esquecer este período e preciso da vossa ajuda. Peço-lhes que não voltem ao assunto depois desta conferência»
Fernanda considera-se uma pessoa bem humorada. Numa situação limite escolheu ir para cima, e acreditar. E aconselha as mulheres a «policiarem-se» sempre: «façam exames precocemente e rotineiramente. O cancro tem cura!»
A actriz já voltou ao trabalho. Fez um anúncio para o BPI e vai voltar aos palcos em Fevereiro com «Viva La Vida», uma peça sobre Frida Kahlo, no Casino de Lisboa..
À televisão irá regressar «quando José Eduardo Moniz entender que é a altura certa».
Texto:
Irene Pinheiro
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