Um poema de Sophia Mello Breyner Andresen, extraído da obra «Mar novo» (1958), serviu de inspiração ao coralista Miguel Jesus para compor a peça que cantada por 36 vozes do Coro Gulbenkian , a partir das suas casas, até que as portas do Grande Auditório se voltem a abrir. “Uma forma diferente de celebrar esse “dia inicial inteiro e limpo”, como lhe chamou a poeta, até voltarmos ao desejado momento em que ouviremos o Coro e a Orquestra Gulbenkian, tal como sempre gostámos de ouvir: ao vivo!”, refere a instituição. Liberdade II Sophia Mello Breyner Andresen Aqui nesta praia onde Não há nenhum vestígio de impureza, Aqui onde há somente Ondas tombando ininterruptamente Puro espaço e lúcida unidade, Aqui o tempo apaixonadamente Encontra a própria liberdade In “Mar novo”, 1958


